Técnica que presta serviço no SAMU denuncia condições precárias - Confira vídeoreportagem
Ela não escondeu sua revolta diante da inércia dos responsáveis em não estabelecer um serviço de manutenção constante dos veículos disponíveis para o SAMU.
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A técnica em enfermagem Deuzimar da Silva, que trabalha em uma ambulância da equipe SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na capital, acompanhada de uma equipe de reportagem do Rondoniaovivo.com, mostrou as reais condições de trabalho dos técnicos, prestadores de serviços, que realizam todos os dias atendimentos de emergência nas ruas da cidade.
Deuzimar lamentou a precariedade do serviço, pois relatou que falta um rádio dentro da ambulância para se comunicar e tornar mais eficiente o atendimento. A técnica exemplificou até o detalhe da facilitação na ocorrência de vítimas com parada cardiorrespiratória, por vezes, segundo ela, as instruções poderiam ser passadas via rádio, e não ficar dependendo de telefone. “Precisamos às vezes ter contato com a base para prontificar outros atendimentos emergenciais ou mesmo obter orientação, mas não conseguimos, pois são tantas ligações que ficamos sem esse contato com a base”, disse Deuzimar.
Ela não escondeu sua revolta diante da inércia dos responsáveis em não estabelecer um serviço de manutenção constante dos veículos disponíveis para o SAMU. Porém apetrechos que deveriam servir para sustentar as vítimas em atendimentos de emergências estão a todo momento em prova de uso, como ocorre com a maca utilizada dentro da ambulância. Deuzimar mostrou para a reportagem a dificuldade de manter a trava da maca no modo de segurança, pois o mecanismo apresenta um defeito que poderia ser corrigido caso fosse mantida a manutenção. Para piorar a técnica denuncia que a maca não tem nem cinto de segurança para manter o paciente seguro.
Mesmo diante das dificuldades Deuzimar disse que gosta do que faz e queria ser reconhecida melhor pelo serviço que realiza. “Qualquer pessoa corre o risco de sofrer um acidente e pode ser eu que vá pegar, até mesmo o prefeito e os vereadores andam de carro e de repente estão sujeitos a sofrer algum tipo de acidente, não que eu deseje isso, mas pode ocorrer. Gostaria que eles pensassem um pouquinho em como estão essas ambulâncias”, conclui a técnica em enfermagem.
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