Petrobras afirma que decisão do governo boliviano foi “unilateral” e “inamistosa”

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Foto: Divulgação

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*O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou que o decreto assinado na segunda-feira (1º) pelo presidente boliviano Evo Morales não foi negociado com a estatal brasileira. "Em nenhuma das nossas negociações houve qualquer sinal de que o decreto seria tão duro. Os termos [do decreto] não foram discutidos na mesa de negociação com a Petrobras", afirmou. Gabrielli participava, no Texas, de um seminário internacional sobre petróleo, mas adiantou sua volta ao Brasil para hoje. *Em entrevista coletiva concedida ainda em Houston, Gabrielli afirmou que, ao assinar o decreto, o presidente boliviano agiu unilateralmente. "O governo da Bolívia é inteiramente autônomo, independente e responsável pelo que faz", diz. Mas Gabrielli considera que Evo Morales "tomou medidas unilaterais, de forma inamistosa e que nos obriga a analisar com muito cuidado a situação no país". *"Nossos advogados vão tentar esclarecer o significado deste decreto e a Petrobras tomará todas as medidas necessárias, e em todos os níveis, para assegurar os seus direitos", disse. Gabrielli considera que o decreto possui vários "detalhes que não estão ainda definidos e que precisamos saber o que significa". Um deles, segundo ele, é a decisão de definir a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) como responsável pela comercialização do produto.
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