Novo folhetim das 9 terá de provar que pode ir tão bem quanto sua antecessora, 'A Dona do Pedaço', na audiência, sem todos os clichês do gênero
Foto: Divulgação
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Foram mais de três anos de gestação até o nascimento, nesta segunda-feira, 25, da novela Amor de Mãe. O novo folhetim da faixa das 9 da Rede Globo chega com duas missões. A primeira é ser melhor que sua antecessora, A Dona do Pedaço, que terminou na sexta-feira 22 alvejada por críticas. A segunda missão é manter a boa audiência conquistada pela boleira Maria da Paz, que em seus momentos de pico chegou à excelente média de 42 pontos no Ibope. Amor de Mãe terá a dura tarefa, enfim, de provar que qualidade e bons números podem, sim, andar juntos.
Se A Dona do Pedaço fez sucesso com os velhos clichês folhetinescos de que o povo gosta, como a mocinha ingênua que vai do lixo ao luxo e do luxo ao lixo com mais frequência do que vai ao cabeleireiro, e vilões demasiadamente estereotipados, Amor de Mãe vai tentar seguir na contramão. Para começar, nenhum personagem do elenco é um antagonista declarado. E o conjunto de padrões melodramáticos da mocinha — representado pela bela jovem sofrida em busca de amor e felicidade — ficou de lado para dar lugar a três mulheres que seguem a onda do “gente como a gente”.
Regina Casé, Adriana Esteves e Taís Araújo encabeçam as tramas principais, na pele de mães de diferentes classes sociais, que enfrentam dilemas cotidianos da maternidade, além, claro, de dramas mais pesados e atuais (leia abaixo). Se estes dramas serão suficientes para conquistar a audiência é outra história. Em tempos de crise, a Globo não pode se dar ao luxo de ver cair números no Ibope e, consequentemente, o número de patrocinadores.
Regina — que retorna às novelas depois de 18 anos, desde As Filhas da Mãe (2001) — interpreta a babá Lurdes. Adriana é Thelma, dona de um restaurante. E Taís Araújo é a advogada Vitória. Lurdes tem cinco filhos: Magno (Juliano Cazarré), Ryan (Thiago Martins), Érica (Nanda Costa) e Camila (Jéssica Ellen) e Domenico, quinto rebento vendido pelo próprio pai a uma traficante de crianças, Kátia (Stella Rabello no flashback/Vera Holtz), para aplacar a falta de dinheiro na família.
Thelma perdeu o marido numa tragédia: um incêndio em casa. Ela conseguiu salvar o filho, Danilo (Chay Suede), por quem alimenta uma relação de superproteção. Ao descobrir que tem um aneurisma cerebral inoperável, Thelma se vê diante de escolhas importantes.
Já Vitória vai deixar a carreira bem-sucedida em segundo plano para adotar uma criança. Quando finalmente consegue se tornar mãe de um menino, ela engravida do ambientalista Davi (Vladimir Brichta), após um encontro casual. A relação com o rapaz vai bater de frente com um dos principais clientes da advogada, Álvaro (Irandhir Santos), dono de uma poderosa empresa que fabrica plástico e burla regras ambientais.
A novela é assinada por Manuela Dias, nova grande aposta da emissora carioca. Ela repete a boa parceria com José Luiz Villamarim na direção artística, dupla que conquistou crítica, público e o coração da Globo com a excelente minissérie Justiça (2016). Villamarim já é veterano do horário nobre, tem no currículo títulos vistosos como Avenida Brasil (2012) e Mulheres Apaixonadas (2003). Já Manuela faz agora sua estreia no cobiçado espaço da grade da emissora. A expectativa é alta. Agora é esperar para ver como a jovem autora prodígio vai segurar tamanha responsabilidade.
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