A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os testes clínicos de uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida com tecnologia de RNA mensageiro (RNAm). O imunizante é o primeiro produzido no Brasil com essa tecnologia a avançar para essa etapa de avaliação em humanos.
A vacina foi desenvolvida para ser utilizada como dose de reforço contra a Covid-19. O recrutamento dos voluntários para a fase inicial dos testes está previsto para o primeiro trimestre de 2027, após a aprovação do estudo pelo Comitê de Ética em Pesquisa.
A tecnologia de RNA mensageiro utiliza moléculas de RNA para orientar as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular uma resposta imunológica. Diferentemente de plataformas que utilizam o vírus enfraquecido ou inativado, a estratégia não emprega o vírus inteiro na composição da vacina.
Uma das principais vantagens da tecnologia é a possibilidade de desenvolver e adaptar imunizantes com maior rapidez diante do surgimento ou da evolução de novos vírus e variantes.
A autorização da Anvisa representa uma etapa importante para a pesquisa nacional, mas ainda não significa que a vacina esteja disponível para aplicação. Antes disso, será necessário concluir os estudos clínicos e demonstrar sua segurança, resposta imunológica e eficácia.