ACIMA DOS 60: Dormir mais de nove horas pode aumentar risco de perda de mobilidade em homens

Dormir mais de nove horas por noite deve ser considerado um possível marcador de vulnerabilidade clínica em homens idosos

ACIMA DOS 60: Dormir mais de nove horas pode aumentar risco de perda de mobilidade em homens

Foto: Brizmaker/Adobe Stock

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Homens com mais de 60 anos que dormem mais de nove horas por noite podem apresentar maior perda de mobilidade ao longo dos anos. Um estudo que acompanhou mais de 3 mil idosos durante oito anos identificou que o sono prolongado esteve associado à redução da velocidade da caminhada entre os homens, mas não entre as mulheres.

 

Os resultados, publicados no Journal of the American Medical Directors Association, mostram que homens idosos que dormiam mais de nove horas por noite tiveram uma redução mais acentuada na velocidade da marcha, chegando, em alguns casos, a perder até um quarto da velocidade inicial durante o período analisado.

 

A lentidão ao caminhar é considerada um importante indicador da perda de mobilidade e está relacionada ao aumento do risco de quedas, hospitalizações, perda da independência e até morte.

 

Segundo os pesquisadores, dormir muitas horas não significa necessariamente ter um sono reparador. O sono prolongado pode ser fragmentado, com interrupções frequentes e menor presença de fases profundas, comprometendo processos hormonais importantes para a manutenção da massa e da força muscular.

 

Entre os possíveis fatores está a redução na liberação de testosterona, hormônio que exerce papel relevante na preservação da musculatura masculina. O sono longo e de baixa qualidade também pode estar relacionado ao aumento de uma inflamação crônica de baixo grau, conhecida como inflammaging, capaz de acelerar a perda de massa muscular.

 

O estudo não encontrou associação semelhante entre sono e mobilidade nas mulheres, o que os autores relacionam às diferenças hormonais entre os sexos.

 

Para os pesquisadores, dormir mais de nove horas por noite deve ser considerado um possível marcador de vulnerabilidade clínica em homens idosos. A recomendação é que alterações persistentes no padrão de sono sejam observadas e avaliadas, especialmente quando acompanhadas de cansaço excessivo ou redução da capacidade física.

 

 

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