PARAPLÉGICOS: Anvisa libera estudo em humanos com medicamento que devolve movimentos físicos

Experimento feito por pesquisadores da UFRJ devolveu movimentos a paraplégicos com uso da polilaminina

PARAPLÉGICOS: Anvisa libera estudo em humanos com medicamento que devolve movimentos físicos

Foto: Freepik

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou, nesta segunda-feira (6), o início da primeira fase de estudos clínicos em humanos da polilaminina, medicamento experimental desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro para tratar lesões na medula espinhal. Confira no site do Diário do Porto, com link na bio e nos stories.
 
É a primeira vez que a substância avança formalmente para testes clínicos regulados no país. Nos testes preliminares, ainda fora do protocolo clínico, a aplicação devolveu movimentos a parte dos pacientes e também apresentou resultados positivos em cães.
 
 
COMO SERÁ O ESTUDO
 
Nesta primeira fase, o objetivo é avaliar a segurança do medicamento. Participarão cinco voluntários, entre 18 e 72 anos, com lesão completa da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10, ocorrida há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. Casos crônicos não serão incluídos.
 
 
A formulação usada agora é comercial, desenvolvida em parceria com o laboratório Cristália, que vai patrocinar os estudos. A substância será aplicada uma única vez, diretamente na área lesionada da medula, durante a cirurgia.
 
 
PRÓXIMOS PASSOS
 
Se os dados de segurança forem positivos, o medicamento poderá avançar para as fases 2 e 3, voltadas à comprovação de eficácia. A coordenadora do projeto, Tatiana Sampaio, da UFRJ, afirma que, por se tratar de uma lesão rara, grave e sem tratamento eficaz, existe a possibilidade de uma autorização excepcional antes do fim de todas as etapas.
 
 
CONTEXTO REGULATÓRIO
 
A liberação ocorre no âmbito do Comitê de Inovação da Anvisa, criado para acelerar a análise de tecnologias consideradas estratégicas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia indicado prioridade para o avanço do estudo.
 
 
POR QUE IMPORTA
 
Lesões medulares costumam causar paralisias permanentes e hoje não têm tratamento capaz de reverter o dano neurológico. O início dos testes clínicos marca um avanço histórico da pesquisa brasileira e reacende a expectativa de uma terapia inédita no mundo, desenvolvida integralmente no país.
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