O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA, em uma operação que seguirá a preço de mercado e terá os recursos sob seu controle direto.
O anúncio foi feito em uma publicação na rede social Truth Social, três dias após uma ação militar americana em Caracas que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, e na instalação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.
Segundo Trump, o petróleo será transportado por navios-tanque diretamente para terminais nos Estados Unidos, e os fundos obtidos com a venda serão administrados por ele para beneficiar “o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.
A Casa Branca ordenou ao Secretário de Energia, Chris Wright, que execute o plano imediatamente, e a expectativa é que grandes empresas petrolíferas americanas possam futuramente entrar no mercado venezuelano para investir na infraestrutura do setor.
Luto Oficial por 7 dias
O governo venezuelano ainda não divulgou uma posição oficial sobre o acordo. No entanto, autoridades de Caracas já chamaram anteriormente as ações dos EUA de violação de soberania e pirataria, e condenaram a intervenção militar.
A transferência de petróleo ocorre em meio a uma crise geopolítica intensa, com impactos imediatos nos mercados de energia internacionais e críticas de países como China e Rússia, que acusam os EUA de “imperialismo” e violação do direito internacional.
O volume anunciado representa apenas uma fração da produção venezuelana histórica, mas é visto como uma medida estratégica que pode influenciar o equilíbrio de poder no mercado global de petróleo e as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e nações produtoras de energia.