Em Rondônia, em apenas um mês foram três pesquisas com dados diferentes
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Diz a tradição que se conselho fosse bom, seria vendido. Um conselho dado recentemente pelo economista Alexandre Parola, embaixador do Brasil no Marrocos, veio de graça, embora se possa dizer com segurança que vale uma fortuna: “O mundo que conhecemos já não existe mais. A ordem internacional está sendo redesenhada, e o Brasil precisa entender onde quer estar”.
Quase tudo que alguém aprendeu ou achava que sabia no século passado já foi superado ou desmentido. Até a extinção da antiga URSS, em 1991, acreditava-se que a vitória dos EUA levaria a um mundo unido e em paz, mas dez anos depois, em 2001, já não havia mais certeza disso. Mais de um quarto de século depois, o mundo não tem um dia de paz: a cada minuto pipocam notícias sobre ataques de drones, bombas e tiroteios.
Com base em ideias tolas sobre a Amazônia e terras raras, o presidente Donald Trump deixa assessores com ideia fixa em ideologia e militarismo atacar o Brasil sem nenhuma justificativa, já que não há qualquer problema comercial a resolver. O único resultado disso é incentivar a candidatura do presidente Lula a mais um mandato. Hoje, Lula e o PT são apenas fantasmas do que foram, pois o governo é todo balizado pelo Centrão. Entregar a eles a bandeira do nacionalismo é um presentaço dado por Trump. A ilusão de um Brasil lulista atacado por trumpistas malucos deixa difícil ao Brasil real, do povo nas ruas, entender onde quer estar.
Já não é possível o Palácio Rio Madeira negar o afastamento da campanha do candidato chapa branca Adailton Fúria (PSD). O governador Marcos Rocha, presidente estadual da legenda, mais uma vez está em nova viagem ao exterior. Nos últimos meses Rocha foi considerado uma presença desgastante nos palanques do candidato governista e tem evitado sua presença nos eventos do aliado, usando novas viagens internacionais neste seu fim de mandato. Um fim de mandato melancólico de Rocha, já que o estado vivencia uma crise na saúde e um caos na segurança pública com o avanço das facções criminosas no território rondoniense.
O prefeito da capital Leo Moraes (Podemos) capricha na programação referente aos 112 anos do aniversário de emancipação do município de Porto Velho. A capital rondoniense, depois de bater sucessivos recordes de crescimento demográfico, recuou na década passada com a conclusão das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Em ritmo mais lento de crescimento e atravessando uma crise no seu erário, o prefeito Moraes espera melhorar o cofre da municipalidade, com o pagamento do IPTU no início do ano, um imposto que é destinado a tocar programas de infraestrutura, na saúde e educação.
Passou da hora da aplicação de punições aos institutos de pesquisas eleitorais com resultados falseados. Em Rondônia, em apenas um mês foram três pesquisas com dados diferentes. Fica bem caracterizado que os institutos estão distorcendo os resultados em favor dos seus contratantes. Infelizmente esta prática vem de décadas, com os resultados das urnas sempre diferentes das sondagens eleitorais. Já tivemos até proprietários de empresas de pesquisas presos pela prática nociva. Recordo que resultados de institutos contratados por emissoras de televisão frequentemente tem apresentados distorções.
A candidatura da ativista indígena Neidinha Surui ao Senado atravessa uma fase horrível. Primeiro, com a intervenção do diretório nacional, sua campanha tinha sido suspensa. Depois de muita luta ela retomou a postulação, mas sem recursos destinados tanto a ela como ao postulante a governador Samuel Costa, já que o PSB só manteve fundos eleitorais para os postulantes do partido nas esferas proporcionais, ou seja, para os postulantes à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Vida sofrida de Neidinha na sua briga por uma cadeira ao Senado.
Não bastassem os roubos e assaltos nas embarcações de passageiros ao longo do Rio Madeira – de eletrônicos a bebidas – os piratas do madeirão resolveram atuar também no roubo de cargas de soja nas balsas que transportam os grãos para exportação na hidrovia do Madeira. A pirataria nos rios da Amazonia também está envolvendo atividades criminosas nos garimpos ilegais nos estados de Rondônia, Amazonas e do Pará. As queixas se multiplicam. Em Rondônia as forças de segurança desbarataram uma poderosa quadrilha destinada a grandes roubos também nas balsas de grãos – e também de combustíveis - nos últimos meses.
*** É muito expressivo o índice de indecisos identificado nas pesquisas eleitorais para os segmentos da Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Uma situação bem aberta que exige mais dedicação dos postulantes na presente campanha ***Mesmo com a prefeitura de Porto Velho envolta em dificuldades financeiras os vereadores seguem cobrando recursos de emendas parlamentares para serem usados em suas campanhas a Assembleia Legislativa *** Sempre lembro, que vereador é aquele bicho voraz, verdadeiro sanguessuga de recursos públicos. Melhor seria aprovar o projeto de um deputado do Amazonas que reduz o número de edis em todo País. Em Porto Velho é uma necessidade
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