O voo de asas derretidas – Por Marquelino Santana

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A natureza exuberante surgiu condecorada com as asas divinais de seus pássaros e com a permissão imaculada e transcendental da força fenomenológica de seus deuses que evocaram pousos inefáveis de uma Amazônia – Sul – Ocidental, moldada por suas ancestrais simbologias.
 
Porém, os deuses da verde mata descobriram que o pássaro fora criminalmente criado para fazer um ninho de ouro às margens da cachoeira de Santo Antônio. Oriundo da malevolência artificial humana, o pássaro usurpador conseguira chegar numa histórica casa onde viviam três marias. 
 
Indignadas com o malfeitor, as três irmãs sopraram com força, o facínora até os raios do sol rondoniense. A casa não aceitou aquela espécie humana perversa, disfarçada de pássaro porto-velhense, e no Alto do Bode, o sol queimara as suas asas confeccionadas à base de uma capital suspeito e duvidoso. 
 
O boneco enfeitiçado pela corrupção doentia, ainda insistiu em manipular a opinião pública e deturpar os veículos midiáticos, procurando alimentar a massa e conduzi-la com mentiras e falsidades, exterminar a casa em que pousara, e fora justamente expulso e condenado pelas três marias.
 
O povo ligeiramente descobrira que o pássaro na verdade era um boneco originado na célula maligna de uma laranja que insistira em apodrecer a casa e contaminar a lisura de seus moradores. As três marias não se renderam, e conseguiram desmascarar a falsidade e a conspiração, através de um demagogo e delinquente voo de asas derretidas.
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