Quanto mais livros sobre Raul Seixas, melhor - por Humberto Oliveira

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Você sabe quantos livros sobre Raul Seixas foram escritos e lançados desde a morte do maior roqueiro do Brasil? Inúmeros e a perder de vista, pois o que não falta são fãs, pesquisadores e ex-mulheres dispostos a contar uma história inédita vivida por eles. E em 2025 mais uma biografia foi lançada, obra escrita pelo jornalista Rogério Medeiros "Eu sou, eu fui, eu vou, uma biografia de Raul Seixas"
 
 
O escritor promete revelar o que é mito e o que é ficção na vida de Raul com histórias inéditas garimpadas em artigos de jornais e revistas, documentos da censura, cerca de 60 entrevistas realizadas por Medeiros com esposas, parceiros, amigos e músicos do artista, além de reproduções de depoimentos dados pelo próprio Raul Seixas para programas de rádio e TV.
 
Raul Seixas foi um dos artistas mais icônicos e influentes da história do rock brasileiro. Nascido em Salvador, Bahia, em 1945, Raul deixou um legado duradouro por meio de suas músicas, letras criativas e estilo irreverente. Ele é considerado um dos pioneiros do rock no Brasil e um dos principais representantes do movimento conhecido como BR Rock. 
 
 
O jornalista Jotabê escreveu uma robusta biografia do "maluco beleza", "Raul Seixas, não diga que a canção está perdida". Como Raulzito, o garoto de classe média de Salvador que era fã de Elvis Presley, se transformou em Raul Seixas, um dos maiores ícones da cultura pop brasileira? Como o jovem sonhador, depois de “passar fome por dois anos na cidade maravilhosa”, conquistou as gravadoras e o grande público? E como o criador de “Maluco Beleza” e “Sociedade Alternativa”, responsável por versos que se confundem com a contracultura dos anos 1970, foi derrotado pelas drogas e pelo alcoolismo na década seguinte, mas sem deixar de produzir hits inesquecíveis. 
 
Jotabê Medeiros, autor de "Apenas um rapaz latino-americano", cultuada biografia de Belchior, e crítico musical de larga experiência, responde a essas perguntas e apresenta, neste livro vertiginoso, a primeira biografia de Raul à altura de sua importância. Medeiros também é autor de biografia de Roberto Carlos  - Por isso é voz tamanha, que passou incólume pela sanha de censor do "rei". 
 
 
Outro jornalista que mandou bem escrevendo um livro sobre o autor de "Ouro de tolo" e "O dia que a terra parou", foi Carlos Minuano e o título da obra "Raul Seixas: Por trás das canções", lançado em 2019, ano em completou-se 30 anos da morte de Raul. Minuano a partir da análise das letras e composições, o biógrafo aborda a vida e a carreira do artista. 
 
O livro conta com depoimentos de amigos, parceiros de trabalho e familiares de Raul e com o relato de uma inusitada e incrível turnê Ouro de Tolo por dois garimpos no interior do Pará e fotos inéditas dessa viagem. O jornalista é autor da biografia do Clodovil. 
 
Tem mais livros. "O Raul que me contaram - A história do Maluco Beleza", de Thiago Bittencout, revisitada por um programa de TV pode ser encarado como uma biografia ou como uma série de entrevistas, mas acima de tudo é um relato pessoal sobre encontros com personagens que resgatam a jornada do cantor Raul Seixas pela vida. 
 
 
O livro traz na íntegra as conversas com Cláudio Roberto, Jerry Adriani, Marcelo Nova, Roberto Menescal, Marco Mazzola, Sylvio Passos, Jay Vaquer, Tânia Menna Barreto, Kika Seixas, Vivian Seixas, entre outros. Há também figuras pouco exploradas no universo raulseixista. O médico Luciano Stancka conta sobre o comportamento do seu paciente famoso e quando o encontrou morto na cama. A prima Heloisa Seixas, mulher do jornalista e biógrafo Ruy Castro, relembra as “traquinagens” de Raul quando criança.
 
"Coisas do coração, minha vida com Raul Seixas", de Seixas e Toninho Buda, saiu em 2021 e traz do período em que Kika Seixas viveu com um dos maiores ícones do rock brasileiro. A ideia do livro surgiu a partir do desejo de Kika de deixar registrada para sua filha, Vivian Seixas, a história não somente do ídolo, mas do filho, irmão, marido e pai Raul. 
 
A cada página, o leitor descobre dramas cotidianos, histórias engraçadas e divertidas, muito amor, cumplicidade e fatos desconhecidos para a maioria do público. Coisas do Coração, é também o título de uma das músicas mais lindas lançadas por Raul Seixas, composta em parceria com Cláudio Roberto. No livro, Kika Seixas faz uma revelação: “Eu fui apenas a inspiração, mas ele acabou colocando meu nome na parceria".
 
 
Se você pensa que parou por aí, cometeu um engano. Lançado em 2024, mais um livro escrito por outra ex-mulher de Raul, "Pagando brabo, Raul Seixas na minha vida de amor e loucuras", de Tânia Menna Barreto e Tiago Bittencourt, autor do citado "O Raul que me contaram", que deu uma força para Tânia na escrita do livro biográfico. Ela também entrega um retrato íntimo do roqueiro e as mudanças que ele causou em sua vida. Tânia não tem papas na língua ou melhor, no texto, e mostra outras facetas e faces do mais idolatrado dos artistas brasileiros da seara do rock. 
 
 
Em 2015, Isaac Soares de Souza lançou um livro simples chamado
 
"Raul Rock Seixas Brega - A Música Brega de Raul Seixas". Isso mesmo. Antes de assumir o rock, ele, durante três anos atuou como produtor musical da gravadora CBS. A obra trata de apresentar aos leitores uma fase da carreira do artista, que muitos desconhecem ou ignoraram de propósito. Antes de ser roqueiro rebelde, Raul, assinando Raulzito, compunha músicas no estilo "brega" ou "cafona" como muitos preconceituosos chamam. Raul teve composições gravadas por cantores e cantoras como Leno, da dupla Leno e Lilian, Diana, que foi casada com Odair José, Jerry Adriani, e tantos outros. 
 
Tudo começou quando Jerry foi fazer um show, na metade dos anos 60, com Chico Anysio e Nara Leão, em Salvador. A banda carioca que o acompanharia Rio não pode comparecer. Então, o empresário baiano sugeriu um conjunto musical local, chamado Raul e Seus Panteras, para acompanhá-lo. Da amizade com Jerry, Raulzito compôs a música “Tudo Que é Bom Dura Pouco”. Em parceria com Mauro Motta, compôs outra música que seria um dos grandes sucessos da carreira de Adriani, "Doce, doce amor". 
 
 
Para o primeiro disco de Odair José, lançado em 1970, Raulzito compôs “Tudo Acabado”. Em 1972, no disco Casa e Comida, da potiguar de Assu, Núbia Lafayette, compôs “Jamais Estive Tão Segura de Mim Mesma”, canção regravada em 1999 pela cantora maranhense Rita Ribeiro. A cantora Diana no início dos anos 1970, época em que namorava o cantor Odair José, e por sugestão dele, procurou Raul para gravar um disco. Ele não só produziu, em 1972, o seu primeiro trabalho, como compôs em parceria com Mauro Motta, “Você Tem Que Aceitar”, “Estou Completamente Apaixonada”, “Hoje Sonhei Com Você” e o grande sucesso da cantora “Ainda Queima A Esperança”. No álbum, Raulzito também fez a versão de “Take My Hand For A While/ Pegue As Minhas Mãos”.    
 
O pesquisador cultural e fã de Raul "Raulzito" Seixas, Costa Junior, no seu artigo "Os bregas do Raul", conta que para o primeiro disco de Odair José, lançado em 1970, Raulzito compôs “Tudo Acabado”. Em 1972, no disco Casa e Comida, da potiguar de Assu, Núbia Lafayette, compôs “Jamais Estive Tão Segura de Mim Mesma”, canção regravada em 1999 pela cantora maranhense Rita Ribeiro. A cantora Diana no início dos anos 1970, época em que namorava o cantor Odair José, e por sugestão dele, procurou Raul para gravar um disco. Ele não só produziu, em 1972, o seu primeiro trabalho, como compôs em parceria com Mauro Motta, “Você Tem Que Aceitar”, “Estou Completamente Apaixonada”, “Hoje Sonhei Com Você” e o grande sucesso da cantora “Ainda Queima A Esperança”. No álbum, Raulzito também fez a versão de “Take My Hand For A While/ Pegue As Minhas Mãos”.
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