Com o aperto das fiscalizações terrestres, as facções tem usado cada vez mais aviões pequenos para cruzar a fronteira recheados de drogas
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Um ponto de vista interessantíssimo nestes tempos de rigores climáticos foi lançado ao debate pela professora Patrícia Mie Matsuo, que se destacou ao vencer o Prêmio Capes de Tese em 2023 com o estudo “Práticas escolares de Educação em Redução de Riscos e Desastres Socioambientais”.
Ela sustenta que os desastres atribuídos à natureza não são naturais e sim “processos sociais construídos a partir da desigualdade, da pobreza e da vulnerabilidade”. Quando o evento é tudo como “natural”, afirma, “parece castigo divino, uma sina da qual não podemos escapar. Sem esse entendimento fica difícil fortalecer uma cultura de prevenção e redução de riscos”.
Não é castigo dos céus, portanto. É só a forma com que a natureza responde às agressões que sofre. A questão é criar condições para prevenir com critério, para que depois não seja preciso lamentar estragos, perdas de vidas e gastos até maiores do que seriam necessários se houvesse uma cultura preventiva.
Mais que fazer obras de infraestrutura, é preciso haver um trabalho comunitário com a população no entorno: “É preciso trabalhar com as pessoas que vivem ali, construir conhecimento, criar estratégias preventivas, fortalecer redes locais e pensar de modo coletivo sobre como transformar o território”. O contrário do que que pregam os candidatos a postos de governo, que prometem fazer tudo de dentro dos palácios.
É uma tradição na capital rondoniense os governadores eleitos serem glorificados como faraós nos primeiros meses de gestão e depois serem apedrejados no final de seus mandatos. Não escapou deste hábito, nem o grande governador Teixeirão, considerado o grande herói da transformação de Rondônia em estado, que já na entrega da faixa ao seu sucessor Ângelo Angelim (estes dois foram os dois primeiros governadores do estado nomeados) foi muito hostilizado. Nem governadores de grande popularidade como Ivo Cassol escaparam da rejeição ao final da sua gestão. Confúcio fraquejou tanto que nem candidato foi neste ano e o atual governador Marcos Rocha foi desprezado até pelo seu candidato chapa-branca Adailton Fúria.
Fico me perguntando como será o comportamento hostil da capital com relação ao governador eleito Marcos Rogério. Rogério tem o habito de ganhar de seus adversários em seus próprios redutos. Quando candidato ao Senado, bateu Confúcio Moura em Ariquemes e no Vale do Jamari, como candidato ao governo neste pleito deu uma sova de votos no candidato local, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves. Será que escapará deste sortilégio? Não querendo voduzar, mas já voduzando, acredito que Rogério só vai se livrar desta maldição com uma grande administração, equacionando problemas sérios de saúde e segurança pública, heranças de outras gestões.
Os deputados estaduais eleitos pelos partidos da base do governador Marcos Rocha (União Brasil), na aliança do candidato chapa branca Adailton Fúria, já estão virando a casaca buscando alinhamento com o governador eleito Marcos Rogério. Nada diferente de eleições anteriores, pois os deputados estaduais estão interessados mesmo é em recursos de emendas parlamentares, o que indica que a próxima administração também não será tão fiscalizada como esta que se encerra. Sem oposição e com uma base aliada majoritária, Rogério vai governar com tranquilidade.
Com pesquisas tendo resultados dispares, algumas garantindo uma nova vitória do senador Flavio Bolsonaro, outras atribuindo um empate técnico e uma terceira apontando uma reviravolta no pleito presidencial, vamos as urnas neste domingo dia 25. Com tantos resultados inconclusivos, a opinião pública fica atordoada. Com a onda conservadora que rolou no primeiro turno, a conclusão mais lógica seria uma vitória do candidato bolsonarista nesta segunda etapa do peito. Mas com a fenomenal mobilização dos estudantes, professores, sindicalistas, dos movimentos negros e operários, o Lulapetismo acredita piamente numa reviravolta. Vamos ver quem tem a razão no pleito de domingo.
Após um debate sofrível na TV Bandeirantes, onde até convidados baderneiros causaram confusão nos estúdios da emissora, se espera mais qualidade dos presidenciáveis no confronto marcado para esta sexta-feira, dia 23, na TV Globo. O confronto será mediado pelo jornalista Cesar Trali que vai precisar de pulso firme para conter os ânimos das partes envolvidas, ou seja, do presidente Lula e do seu oponente, senador Flavio Bolsonaro. Catimbar as respostas tem sido uma tática presente nos últimos debates. O que não é conveniente responder, não se responde e o assunto é desviado. A tática não será diferente no encontro desta sexta-feira
*** Pousos forçados na região de fronteira do Brasil com a Bolívia, em território rondoniense, tem sido comuns nos últimos anos, inclusive com abandono de pequenas aeronaves transportando drogas *** Na região do Vale do Guaporé, a incidência tem sido maior com pistas clandestinas de abastecimentos formadas pelo crime organizado *** Com melhorias permanente no leito da rodovia 319, que conecta Porto Velho a Manaus, multiplicou-se geometricamente o número de veículos, como taxis e vans operando clandestinamente no meio de transporte rodoviário *** Existe até brigas entre os donos dos veículos de bate e volta ao Amazonas, pelo predomínio destas corridas.
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