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SEGUNDO TURNO: Os brasileiros vão às urnas neste domingo para escolher seu presidente

Uma campanha polarizada desde o primeiro turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva (PL) com seu projeto de reeleição.

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Espionagem do bem

 

Na canção de Zé Rodrix, “quem não sabe não precisa saber”. No entanto, não saber, no mundo de hoje, significa no mínimo pagar royalties para quem sabe. No caso do estudo avançado das águas da Amazônia, foi necessário recorrer aos préstimos de um navio de pesquisa dos EUA – o Atlantic Explorer – que permaneceu na primeira quinzena de outubro estudando as marés internas da Plataforma Amazônica.

 

Mentes assustadas ou paranoicas atribuirão ao navio, por conta de sua bandeira gringa, o papel de espionar os assuntos brasileiros, como se não fosse mais fácil fazer isso por meio de satélites altamente equipados e em segredo. Na verdade, o navio jamais teve funções militares, sempre usado exclusivamente para pesquisar recursos naturais. As marés internas ocorrem abaixo da superfície e têm participação na movimentação de água, nutrientes e energia. Sua importância se distribui em muitas possibilidades, uma das quais o combate ao efeito estufa.  

 

É uma pesquisa feita em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), acompanhada pela Marinha brasileira, com acesso aos equipamentos, instrumentos e registros da embarcação. O Atlantic Explorer pertence ao Instituto Bermuda de Ciências, ligado à Universidade Estadual do Arizona. Os dados coletados pela tripulação do barco durante a pesquisa, além da USP, também serão entregues à Marinha.

 

 

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Segundo turno

 

Os brasileiros vão às urnas neste domingo para escolher seu presidente. Uma campanha polarizada desde o primeiro turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva (PL) com seu projeto de reeleição. No primeiro turno, com uma onda conservadora varrendo o Pais, de Porto Alegre a Porto Velho, os bolsonaristas levaram a melhor, com uma boa diferença de votos contra o postulante petista. No entanto, no segundo turno o Lulapetismo acordou, foi as ruas e tem a expectativa de emparelhar e até promover uma reviravolta neste segundo turno. As pesquisas apontam um empate técnico nesta reta final, com leve predomínio conservador.

 

 

A representatividade

 

Vilhena e o Cone Sul rondoniense no pleito de 4 outubro de 2026 perdeu uma deputada estadual, que foi Rosangela Donadon e não conseguiu emplacar o ex-deputado Natan Donadon a Câmara dos Deputados. Mas mantém boa representatividade política no estado, já que conta com um senador, Jaime Bagatolli e três deputados estaduais, no caso Luizinho Goebel, Wiveslando Neiva e o recém-eleito Lucas Torres, uma liderança emergente lançada pelo partido Avante se sobressaindo em cima de nomes com maior favoritismo para o pleito. A região tem, por conseguinte, dois novatos, Wiveslando e Lucas Torres no legislativo estadual.

 

 

Na capital da BR

 

Feitas as contas das eleições 2026, Ji-Paraná elegeu o governador Marcos Rogério, manteve um senador, caso do pecuarista Bruno Scheidt e o deputado estadual mais votado do estado Laerte Gomes (PSD), repetindo a façanha de 2022. No entanto, pela primeira vez não elegeu um deputado federal, logo Jipa que já teve grandes parlamentares federais no Congresso Nacional, desde Assis Canuto e Orestes Muniz, Edison Fidelis, Marcos Rogério e Silvia Cristina, entre outros. Tinha nomes bem cotados para serem os melhores votados do estado, como o ex-prefeito Jesualdo Pires, mas com o escrutínio nas urnas, a capital da BR ficou sem representação na Câmara Federal na jornada 2026.

 

 

Perdendo terreno

 

A Região do Café, polarizada por Cacoal e a Zona da Mata que tem como irradiador de influência Rolim de Moura, tinham uma baita tradição juntas na política estadual. De lá surgiram governadores e senadores da estatura de Valdir Raupp de Mattos e Ivo Cassol (Rolim), senadores do porte de Ronaldo Aragão (Cacoal) e Expedito Junior (Rolim) deputados federais com destacada presença no Congresso Nacional, como Jabes Rabelo e Nilton Capixaba (Cacoal) deputados federais da estatura de Expedito Neto e Luís Claudio, mas perderam terreno no pleito 2026. Cacoal e Rolim tradicionalmente elegiam governadores, desta vez o candidato Adailton Fúria levou pau.  A região sobreviveu com a eleição a Câmara dos Deputados com Joliane Fúria (Cacoal), Rolim nadica de nada.

 

 

Vale do Jamari

 

A região do Vale do Jamari, conhecida também como a Grande Ariquemes tinha nos últimos anos o auge da sua representatividade, com a eleição de Confúcio Moura, eleito e reeleito govenador de Rondônia e atualmente cumpria mandato de senador, desistindo de pleitear a reeleição. Também contava com dois deputados defenrais, Thiago Flores (que se reelegeu) e Rafael Fera, que era suplente e assumiu o cargo e na disputa a reeleição perdeu sua cadeira. Mas fazendo as contas, a grande Ariquemes ganhou um vice-governador, o delegado Camargo e manteve a representatividade na Assembleia Legislativa.

 

 

Perdas e ganhos

 

Com relação a capital, Porto Velho, com um terço do eleitorado rondoniense, quase 370 mil eleitores, existiram perdas e ganhos. A capital perdeu o governo, com o coronel Marcos Rocha que está deixando o cargo em janeiro, mas elegeu um senador, Fernando Máximo (não tinha nenhum) emplacou sete deputados estaduais com base em Porto Velho (um terço da casa de leis) e sacramentou cinco cadeiras a Câmara Federal, com Jaime Gazola, Sofia Andrade, reelegeu Cristiane Lopes, Mauricio Carvalho e Coronel Chrisostomo. Nomes com alta cotação sucumbiram, como Mauro Nazif.

 

 

Via Direta

 

*** Com mais de 80 localidades ribeirinhas e de áreas indígenas afetadas pela brutal estiagem 2026, a prefeitura de Porto Velho se obrigou a montar uma equipe tarefa para atender as demandas de tanta gente *** O desafio é entregar galões de água mineral, perfurar poços artesianos e distribuir produtos alimentícios onde as embarcações não chegam*** A seca também afetou sensivelmente a produção de melancias na zona rural rondoniense *** Muitos policiais e pastores evangélicos ainda chorando as mágoas pelas derrotas nas pelejas a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. O fracasso ocorreu pelo exagero de candidaturas fragmentando os segmentos.

Direito ao esquecimento

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