AGORA, AS CONVENÇÕES: O clima eleitoral ainda está longe de esquentar para as eleições de outubro

A coisa pode ficar mais movimentada para valer após as convenções partidárias que começam em julho

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Nó na borracha

 

O desenvolvimento da ciência diariamente põe abaixo antigas crenças, da mesma forma que remotamente comprovou que a lua, o sol e fenômenos climáticos nunca foram deuses regulando a vida humana. Atualmente há uma crença consolidada em que a clonagem é a resposta para a escassez: clonar equivale a multiplicar e perpetuar. No entanto, a clonagem de seringueiras apresenta um desafio que por dedução também vai de certa forma alcançar outros objetos de clonagem.

 

O grande abalo que a borracha sofreu a partir de 1909, quando o químico alemão Fritz Hofmann começou a história dos elásticos sintéticos, parecia ter condenado a borracha natural à obsolescência. Mas na última década principalmente, com os critérios elevados de qualidade, sobretudo na fabricação de pneus de avião e equipamentos médicos, ocorreu uma grande valorização do produto natural. O Brasil, porém, deixou de ser o paraíso da borracha, respondendo por só 2% da produção mundial.

 

A clonagem da seringueira do Brasil, assim, surgiu para impulsionar ganhos com o produto, mas nem tudo são flores no setor: produtores relataram baixa produtividade das árvores clonadas até com excelentes espécimes. Acontece que entre a compra do clone e a produção há uma série de fatores a observar. Menos mal que a Unicamp anunciou dispor de uma cartilha para orientar os produtores a tirar o melhor proveito da clonagem.

 

 

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Agora, as convenções

 

O clima eleitoral ainda está longe de esquentar para as eleições de outubro. A coisa pode ficar mais movimentada para valer após as convenções partidárias que começam em julho que vão homologar as candidaturas. Alguns postulantes ainda não confirmaram as intenções, como o senador Confúcio Moura (MDB), que deve disputar a reeleição com a bandeira do Luilapetismo, numa dobradinha com o professor Pedro Abib da parada. O governadorável Adailton Fúria (PSD), segurando uma carta na manga, que é o anuncio do apoio do ex-governador Ivo Cassol (PP). E o senador Marcos Rogerio, candidato do PL, bolsonarista raiz, definindo seu candidato a vice-governador.

 

 

As coalisões

 

O pré-candidato ao governo de Rondônia, o ex-prefeito Hildon Chaves, que pilota a Federação União Brasil/ Partido Progressista, terá em seu palanque também os Republicanos, abrigando postulantes à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados alinhados com a sua candidatura. Ele também costura e já obteve sinal favorável para receber o apoiamento da federação PSDB/Cidadania, reforçando as paliçadas da sua poderosa coalizão para enfrentar os seus principais concorrentes, o senador Marcos Rogério (PL) e o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD).

 

 

Esposas concorrendo

 

Dois governadoráveis estão com suas esposas concorrendo a cargos eleitos nas eleições de outubro deste ano. Do lado do ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria sua esposa Joliene, que obteve uma das maiores votações a Câmara dos Deputados no pleito de 2022. Do lado do ex-prefeito de Porto Velho, a atual deputada estadual Ieda Chaves, a parlamentar mais votada a Assembleia Legislativa na capital no pleito passado. Se ambos perderem as eleições para Rogério, considerado o favorito até agora, terão empregos garantidos nos gabinetes das esposas. A estratégia de eleger esposas em eleições anteriores vem do ex-governador Valdir Raupp, bem sucedido nas quatro eleições da sua Marinha Raupp.

 

 

Com experiência

 

`É importante enfatizar a necessidade de eleger lideranças políticas mais experientes nas eleições de 2026. Estamos pagando um preço alto por eleger deputados federais e senadores que mais pensam nos próprios umbigos do que na população rondoniense. Por causa de politicagens, o governo de Rondônia foi sabotado nos últimos anos por dois senadores e alguns deputados federais. Não bastasse os rondonienses também sofreram com a inexperiência da maioria dos deputados federais e senadores, o que resultou em derrotas em causas como as travadas para reduzir o brutal reajuste das passagens aéreas e a omissão no episódio da implantação do pedagiamento na BR 364.  

 

 

Fazendo falta II

 

A grande verdade é que Rondônia se ressente no Congresso Nacional de mais qualidade e de vigor dos seus parlamentares no Congresso Nacional. Cito alguns casos de representantes mais experientes. O ex-senador Amir Lando, por exemplo, chegou a galgar o cargo de ministro. O ex-governador Valdir Raupp, chegou a presidir o diretório nacional do MDB, o ex-senador Acir Gurgacz, que foi o melhor presidente da Comissão de Infraestrutura do Congresso, o ex-deputado federal Carlos Magno, batalhador as causas dos agricultores, do ex-parlamentar Mirandinha, sem contar os falecidos Chiquilito Erse, Odacir Soares, que também foram parlamentares federais destacados por Rondônia em décadas passadas.

 

 

Via Direta

 

 

*** O ex-secretário de Finanças do governo de Rondônia Luís Fernando começou sua campanha a uma das duas cadeiras ao Senado, abrindo a jornada durante a realização da Rondônia Rural Show em Ji-Paraná*** Ele faz dobradinha com o ex-prefeito de  Cacoal, Adailton Fúria que disputa o Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual *** O clã dos Muletas, da região da Bacia Leiteira, definiu como seus candidatos Cassia dos Muletas a Assembleia Legislativa e o ex-prefeito Jose Amauri a Câmara dos Deputados ***E dividido, o clã Donadon em Vilhena pode ter dois candidatos a Assembleia Legislativa, prejudicando o projeto de reeleição da atual deputada Rosangela Donadon.

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