A força desumana da hostilização belicosa - Por Marquelino Santana

O poder nocivo da alma humana é um sinistro gume que execra sem comiseração o faminto lar em estágio cadavérico da fome escabrosa que em silêncio profundo mata e enterra

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O bem viver amazônico rende-se aos laços asfixiantes do peso hostil e hegemônico do capital em ascensão. As coletividades originárias e tradicionais estão condenadas no corredor horripilante da morte em vida, em nome de uma sociedade envolvente desenvolvimentista que continua celebrando o avanço desenfreado de seus negócios espúrios.

 

Essas coletividades são afugentadas criminalmente do aconchego do lugar. Vítimas da hecatombe humana, elas resistem de forma obstinada, e buscam alternativas junto ao poder público no sentido de preservar uma cultura ancestral sócio-linguístico-cultural e os seus milenares valores ontológicos que cotidianamente são ceifados pela hegemonia capitalista do status quo vigente.

 

Essa absurdez da lei da mordaça desumana, é responsável pelo apagamento axiológico de modos de vida tradicionais que aos poucos vão se tornando invisíveis aos olhos da humanidade e vão se tornando uma coivara assassina de ossos que se multiplicam em súplicas aos pés do poder público que continua subserviente à sua lamentável morosidade jurídica.

 

Os pobres da terra continuam sobrevivendo diante do infortúnio agonizante da vida e diante do hostil aviltamento da intolerância humana que continua alimentando o ódio e a guerra, e conduzindo as coletividades amazônicas sob as rédeas da força desumana da hostilização belicosa.

 

Direito ao esquecimento

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