MANAUS - O advogado Samir Marques, 28, foi assassinado ontem à noite, com um tiro no coração, próximo à Academia Atala, no bairro Vieiralves, zona Centro-Sul da cidade. Ele estava no carro dele, um Gol cinza, quando foi baleado. Em seguida, o Gol chocou-se contra o Fiat Stilo, que estava estacionado em frente à academia.
*Três testemunhas deram versões diferentes para o assassinato aos policiais. Na primeira, uma testemunha disse que o disparo foi feito no cruzamento das ruas Amapá com a Rio Purus, por um homem que estava a pé e trajando uma bermuda branca e camisa branca de estampa preta. Na outra versão, o tiro também teria sido dado na mesma esquina, só que por um dos ocupantes de uma Kombi branca, que estava passando pelo local. Já a terceira versão foi dada por um adolescente, que disse ter visto o advogado acompanhado de um homem, no banco do passageiro. Esse homem, segundo o garoto, saiu do carro logo após o disparo.
*O sócio de Samir, o também advogado Eurico José Azevedo, 30, disse que o colega tinha acabado de sair da casa dele, na rua Rio Mar, duas ruas posteriores ao local do assassinato, para ir à academia Ciec, na avenida Djalma Batista, onde ia todos os dias. “Não faço a mínima idéia do porquê desse assassinato. Ele não tinha problemas com ninguém, era uma pessoa trabalhadora”, disse.
*De acordo com Azevedo, o sócio dele era advogado da Associação dos Cabos e Sargentos da Polícia Militar e já atuava há cerca de dois anos na área de auditorias.
*O segurança da Atala, Valderan da Silva Araújo, 26 anos, disse que estava em frente à academia quando ouviu um disparo na esquina e após 15 segundos escutou o barulho do choque entre os dois carros. “No começo achei que era o barulho de uma descarga de um carro e em seguida um acidente comum. Mas quando fui ver, percebi que tinha um homem desacordado dentro do veículo e, ao chegar mais perto, vi que ele estava baleado. Depois o pessoal da academia correu para tentar socorrê-lo”.