O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou os trâmites para investigar as causas da mortandade de peixes registrada no Lago do Cuniã, localizado na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, no distrito de São Carlos, em Porto Velho. A apuração será realizada em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Em nota encaminhada ao portal Rondoniaovivo, por sua assessoria, o ICMBio informou que já está em contato com o Laboratório de Biogeoquímica da Unir, que ficará responsável por realizar um diagnóstico técnico sobre o fenômeno ambiental. Uma nota técnica está sendo elaborada e servirá como base para a investigação.
Segundo o instituto, neste momento ainda não há uma conclusão sobre as causas da mortandade. As hipóteses consideradas baseiam-se em registros científicos e literatura especializada.
"Ainda estamos em contato com o Laboratório de Biogeoquímica da Universidade Federal de Rondônia para que eles possam fazer uma investigação do fenômeno. Até o momento, existem apenas teorias baseadas na literatura sobre inversão térmica e depleção de oxigênio nos estratos dos corpos d'água", informou o ICMBio.
A chamada inversão térmica em ambientes aquáticos pode alterar a circulação da água, reduzindo a disponibilidade de oxigênio dissolvido nas camadas mais profundas. Esse processo pode provocar asfixia em peixes e outros organismos aquáticos quando há mistura das diferentes camadas do lago.
A expectativa é que a investigação conduzida pelo Laboratório de Biogeoquímica da Unir permita identificar as causas do fenômeno com maior precisão e forneça subsídios para a adoção de medidas de monitoramento e conservação da biodiversidade na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã.