Delator diz que entregou R$ 4 milhões a Dirceu
Foto: Divulgação
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Delator da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), o empresário Júlio Camargo declarou nesta terça-feira em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, da
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13ª Vara Criminal de Curitiba, que entregou R$ 4 milhões em dinheiro vivo ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
O dinheiro teria sido entregue a Dirceu a pedido de Renato Duque, então diretor de Serviços da Petrobras. O delator, então representante da Setal, não detalhou o ano, nem as circunstâncias em que teria ocorrido o episódio. Camargo colabora com as investigações desde dezembro.
Essa, no entanto, foi a primeira vez que citou Dirceu em seus depoimentos. O empresário é investigado na ação penal que tem como réus Duque e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Ambos estão presos em Curitiba. A defesa de Dirceu negou que o ex-ministro tenha recebido propina ou dinheiro em espécie.
Segundo o advogado Roberto Podval, todo o recurso recebido por Dirceu foi feito de forma legal, com base em seus serviços de consultoria. O criminalista ainda ressaltou que o ex-ministro não foi responsável pela indicação de Duque para a diretoria de Serviços da estatal.
Dirceu tem sido investigado na Lava-Jato por conta dos pagamentos que recebeu por sua empresa de consultoria, sobretudo empreiteiras com negócios na Petrobras. O lobista Milton Pascowitch, que defendia os interesses da Exngevix na estatal, declarou que alguns pagamentos ao ex-ministro eram fruto de propina.
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