De Nova Califórnia, no extremo norte rondoniense ao Distrito de Calama, no Baixo Madeira são oitocentos quilômetros de distância entre Porto Velho e Vilhena.
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Com o desenvolvimento da arqueologia, os mortos parecem emergir das sombras para revelar a recompensa de seu legado oculto. No Eclesiastes 9:5 está sentenciado que “os mortos não sabem nada; para eles não haverá mais recompensa”. Mas quando eram vivos sabiam o que era possível ser conhecido e a recompensa foi deixada aos seus descendentes.
No caso da Amazônia, as gentes do passado expõem a sabedoria que antes do desenvolvimento tecnológico era ignorada. A noção de que a floresta é só um ambiente natural pronto e acabado é romanticamente inexata. A recompensa está na revelação de que a floresta é a resposta para a combinação de fenômenos naturais e a presença humana ao longo dos séculos.
Se ela apresentava a cada era, antes dos homens, modificações de ordem essencialmente natural, com eles ocorrem transformações ditadas ora por ações pensadas sobre a floresta, ora de ações da natureza sobre os homens. A interação com reflexos contínuos originou um espaço biocultural que exige o conhecimento da natureza e da ação humana ao longo do tempo.
A recompensa deixada pelos mortos já vai aparecendo diante dos satélites e novos programas. É o caso das terras pretas, que se considerava mera ação da natureza, mas o estudo demonstrou que resultam da ação humana. Essa compreensão abre perspectivas novas para saber o que a floresta foi e o que será.
A temporada das convenções partidárias está começando e o candidato, senador Marcos Rogério deve abrir amanhã, dia 22, a jornada que vai homologar sua postulação a governador, do deputado estadual Rodrigo Camargo (Podemos) a vice. Ele tem como cartas na manga para garantir a sua eleição o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do filho Flávio, presidenciável, a força do conservadorismo em Rondônia, poderosas nominatas de candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. No seu foco de campanha na capital, tem como seu candidato a senador, o deputado federal Fernando Máximo.
Ao contrário da sede, Porto Velho tem alguns distritos prosperando e criando asas para futuras emancipações. Um dos casos mais expressivos é a localidade de União Bandeirantes, a 160 quilômetros da capital, com cerca de 12 mil eleitores e mais de 35 mil habitantes. Uma economia emergente, tornando-se uma bacia leiteira, grande produtor de café, milho e outros cereais importantes. No plano econômico outro grande destaque é Vista Alegre do Abunã, tendo como motor a indústria madeireira, um rebanho de gado crescente. É destes distritos onde mais se arrecada na Ponta do Abunã, deixando Extrema e Nova Califórnia para trás.
Prósperos, e agora também bons redutos eleitorais, os distritos de União Bandeirantes e Vista Alegre do Abunã buscam eleger nas eleições de outubro lideranças locais comprometidas com o sonho da emancipação. Vários deputados estaduais e vereadores da capital perambulam por lá frequentemente em busca da eleição e já são também são presenças constantes. Porto Velho conta com 13 distritos e mais de 40 localidades. Se Nova Califórnia, no extremo norte rondoniense ao Distrito de Calama, no Baixo Madeira são oitocentos quilômetros. Mais do que a distância entre Porto Velho e Vilhena.
Governar o município de Porto Velho, que tem a segunda maior extensão territorial de um município no País, é como administrar um estado, com o tamanho do território de Sergipe, por exemplo. Comparado ao Paraná, Porto Velho, por exemplo, tem o tamanho das Regiões Oeste e Sudoeste juntas. Por conseguinte, a gestão do município tem sido problemática, desde a autonomia de Rondônia, que herdou da gestão do Acre todas as localidades da Ponta do Abunã. Sucessivos prefeitos se desgastam com as localidades em virtude de falta de recursos para atender as suas demandas. Nenhum prefeito escapou deste desgaste, nem o festejado Hildon Chaves e agora Leo Moraes com o contingenciamento de recursos.
Com todo apoio do presidente Lula e de seus ministros, o senador Confúcio Moura (MDB) que já foi prefeito, deputado federal e governador busca a reeleição. Na verdade, Confúcio é um verdadeiro governador paralelo de Rondônia, ele é quem mais distribui recursos para os municípios e intermedia as visitas dos prefeitos rondonienses perante a esplanada dos ministérios. Com isto garante o apoio da sua candidatura de prefeitos importantes, um deles o da capital Leo Moraes, como gratidão ao apoio recebido na eleição municipal. Por gratidão, Leo apoia Fenando Máximo e Confúcio no pleito deste ano ao Senado.
As candidaturas ao Senado de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina e de Bruno Bolsonaro em Rondônia, ambos do PL, estão ameaçadas por candidaturas locais mais comprometidas com estes estados. Ambos esperam as convenções partidárias para acelerar suas campanhas e se garantir. Em Santa Catarina a postulação de Carluxo Bolsonaro é ameaçada por dois nomes expoentes da política catarinense, um deles é o longevo, Esperidião Amin. Em Rondônia, Bruno Bolsonaro patina nas pesquisas, com vários candidatos a sua frente nas primeiras pesquisas criveis e não criveis, fajutas e não fajutas.
*** Por falhas graves e constatação de fraudes, aquela pesquisa que atribuía alguma vantagem ao candidato Adailton Fúria na disputa pelo governo estadual foi suspensa. A punição partiu de pedido pelo Partido Novo depois de verificar incongruências *** Pesquisas fajutas é o que não faltam a partir de agora. Tem para todos credos e gostos. É só pagar para os donos dos institutos, cada vez mais gulosos *** A construção da ponte binacional em Guajará Mirim ligando o Brasil a Bolívia está em passo de tartaruga. Não se vê nada realmente para impressionar. Mas o simples anuncio já está provocando aumento dos preços dos imóveis no município.
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