Adeus a Robert Duvall, um ator excepcional - por Humberto Oliveira

Adeus a Robert Duvall, um ator excepcional - por Humberto Oliveira

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
1 pessoas reagiram a isso.
95 anos de vida. Participação em 146 filmes, entre eles pelo três obras primas: O Poderoso Chefão 1 e 2 e Apocalipse Now, todos sob a direção de Francis Ford Coppola. Hoje, para tristeza dos cinéfilos, Robert Duvall, ganhador do Oscar por sua atuação em A Força do carinho, faleceu nesta segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro de 2026, e deixou um legado duradouro para a história do cinema. 
 
Duvall ⁠interpretou líderes fortes, como o tenente-coronel Bull Meechum em "O Grande Santini" e o personagem-título em "Stalin", bem como ‌personagens abatidos e decadentes em "A Força do Carinho", pelo qual ganhou o Oscar, e "O Apóstolo". Ele ganhou prêmios por ambos os tipos de papéis. Outro papel importante, o do conselheiro e advogado Tom Hagen, no clássico O Poderoso Chefão e retornou ao papel na parte dois. Infelizmente, não participou do terceiro. 
 
 
Robert Duvall foi um ator sempre dedicado à entregar uma performance realista nos longas dos quais participou em mais de 60 anos de carreira. Um grande ator que sempre deu dignidade aos seus personagens. Além disso sempre brilhou, mesmo atuando com atores também consagrados como Marlon Brando, Al Pacino, Robert De Niro - com contracenou em Confições Verdadeiras, e até Tom Cruise, no filme de ação Jack Reacher. 
 
Para muito seu papel mais memorável é no épico de Francis Ford Coppola, Apocalypse ⁠Now, de 1979, interpretando o excêntrico tenente-coronel Bill Kilgore, ‌obcecado por surfe. Duvall teve apenas alguns ‌minutos de tela, mas quase roubou a cena quando seu personagem se gabou em um campo de batalha após um ataque bem-sucedido e proclamou exuberantemente: "Adoro o cheiro de napalm pela manhã". Cheirava "a vitória", disse Kilgore que obrigava os subordinados a surfar, mesmo sob ataques. 
 
 
O papel rendeu a Duvall uma de suas sete indicações ao Oscar. Outra ⁠foi para Melhor Ator Coadjuvante por O Poderoso Chefão, de Coppola, interpretando Tom Hagen, conselheiro da família mafiosa Corleone. Duvall apareceu no segundo filme de "O Poderoso Chefão", mas recusou o terceiro porque considerou a oferta salarial inadequada.
 
Duvall também foi indicado ao Oscar por "O Grande Santini", "O Apóstolo", "Ação Civil" e "O Juiz", em 2014. O ator tinha ‌um talento especial para interpretar cowboys. Ele ganhou um Emmy pela minissérie de televisão "Rastro Perdido", contracenou com John Wayne em "Bravura Indômita" e recebeu uma indicação ao Emmy pela minissérie "Os Pistoleiros do Oeste". Ele ⁠costumava dizer que sua interpretação do simpático policial que se tornou cowboy Gus McRae em Os Pistoleiros era seu papel favorito.
 
 
No início da carreira quando chegou a Nova York, morou com outros dois novatos que, um dia se tornariam grandes estrelas do cinema. Dustin Hoffman e Gene Hackman. Que trio, hein? Com a morte de Duvall o cinema perde mais um ícone e infelizmente fica mais pobre no quesito legítimo talento. Descanse em paz.
Direito ao esquecimento
O FACEBOOK anunciou que dois plugins sociais — o botão "Curtir" e o botão "Comentar" — foram descontinuados desde 10 de fevereiro de 2026.
Você acha que o Brasil vai ser hexa nesta Copa do Mundo?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

MAIS NOTÍCIAS

Mercado de cassinos no Brasil em 2026

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS