Marcos Rogério quer resolver a parada no primeiro turno e Fúria busca reduzir a diferença na Capital
Foto: Divulgação
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“Olhei o poente e vi as aves carregando o sol, empurrando o dia para outros aléns”, escreveu o poeta Mia Couto em uma de suas criações mais sensíveis. Mas o que era poesia bela se tornou um pesadelo para quem precisa trabalhar no terminal de carga da Transpetro, o braço logístico da Petrobras, no Rio Solimões.
Com a seca extrema de 2024 e a queda na vazão do rio, o porto de gás liquefeito em Coari (AM) foi desativado por não haver calado para atracar os navios cargueiros e assim milhares de andorinhas-azuis ocuparam as estruturas abandonadas. As poéticas andorinhas se tornaram um pesadelo após o retorno das atividades humanas porque a presença delas significa um rio de fezes de aves sobre os relógios e medidores das tubulações.
Além de atrapalhar os serviços, a situação é potencialmente perigosa para a saúde humana. A evidência do problema forçou a busca de uma solução para contornar os riscos sem afetar o curso natural. O roteiro da natureza é a andorinha-azul nascer no Leste dos EUA e migrar para a Amazônia no inverno estadunidense.
A chegada das aves é um espetáculo de inesquecível beleza para quem assiste, mas um problema para os moradores das regiões visitadas. Cortar as árvores em que elas pousam não uma solução e é impossível sumir com os insetos com que elas se alimentam. Os cientistas que se virem para achar uma saída favorável tanto aos humanos quanto às andorinhas.
A não inclusão de nomes na peleja ao Senado, cito o caso do ex-senador Confúcio Moura (MDB) e de postulantes ao governo estadual em algumas pesquisas eleitorais de Rondônia para sondar as intenções de votos dos rondonienses, indicam a contaminação dos resultados como foi o que ocorreu com o Instituto Veritá. Em alguns casos tentando forçar a barra em favor de alguns nomes. Se constata que o senador Marcos Rogério (PL) sinaliza projetar estar perto de uma vitória em primeiro turno pelo instituto Veritá. Não está e está longe disto, embora mantenha a liderança a corrida ao Palácio Rio Madeira. Entendo que é favorito para chegar em primeiro lugar no primeiro turno e favorito para levar pau no segundo turno.
O que existe de verdadeiro nesta largada eleitoral é que o senador Marcos Rogerio lidera a corrida em todo o interior, onde temos dois terços do eleitorado e o ex-prefeito Hildon Chaves na ponteira em Porto Velho, onde temos 30 por cento dos eleitores de Rondônia. Rogério polariza com o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) no interior e na capital com Hildon Chaves. E nas últimas pesquisas não foi medido o desgaste do candidato Rogério com os últimos escândalos envolvendo os bolsonaristas. Tampouco a influência do pacote de bondades de Lula para seu candidato petista rondoniense, Expedito Neto.
O candidato Adailton Fúria (PSD), mesmo enfrentando forte erosão em Cacoal, tendo como algoz seu vice-prefeito Toni Pablo que assumiu a titularidade, tende a melhorar seu desempenho nas pesquisas com a máquina do governo estadual agindo em seu favor, comandada pelo govenador Marcos Rocha, por contar com a maior e mais forte bancada de candidatos a Assembleia Legislativa e com a recente indicação (pouco explorada) do comunicador Everton Leoni como seu vice na capital. Age contra Fúria, a suspeita de ser um candidato alternativo de Lula em Rondônia, num estado claramente conservador.
No campo de estratégia na eleição ao Palácio Rio Madeira, temos algumas projeções em andamento. Do lado de Marcos Rogério, acelerar a sua campanha (ele está na dianteira) para tentar resolver a parada no primeiro turno. Deve ter consciência que num eventual segundo turno a coisa deve apertar seu sapato com a união das suas oposições. Da parte de Adailton Fúria seus esforços são no sentido de reduzir a diferença favorável ao ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves na capital. Sendo bem-sucedido será ele que seguirá no segundo turno, com grande chance de bater Rogério na segunda etapa do pleito. Do lado de Chaves, a necessidade de melhorar sua performance no interior contra Fúria e ampliar a vantagem na sua casa, que é Porto Velho.
Num estado acostumado a reviravoltas eleitorais, nada pode ser descartado, mesmo num estado conservador como é Rondônia. Mas acredito que o PT poderia ter melhores chances em Rondônia com o pacote de bondades de Lula em andamento, mais o grande desgaste do clã Bolsonaro, havendo um candidato terrivelmente petista. Não é o caso do postulante Expedito Neto que enfrenta resistência da base petista. O melhor jogo dos petistas era lançar Expedito Neto a deputado federal, onde já conta com bons nomes, como Anselmo de Jesus (Ji-Paraná) e Ramon Cujui (Porto Velho) e encontrar um candidato petista verdadeiro e unindo a esquerda.
*** Na bolsa de apostas dos mais votados a Câmara dos Deputados estão o deputado federal Lucio Mosquini (PL-Ouro Preto do Oeste), o ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PP-Ji-Paraná), Joliane Fúria (Cacoal), deputado Thiago Flores (Ariquemes) *** Já para a Assembleia Legislativa os nomes mais citados tem sido Laerte Gomes (PSD-Ji-Paraná), Ieda Chaves (UB-Porto Velho), Alex Redano (Ariquemes), Jean de Oliveira (Porto Velho e Zona da Matta) e Carlos Magno (Ouro Preto) *** Deu no que deu a tal pesquisa da Veritá que acabou suspensa pela justiça. Tava na cara que era fajuta.
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