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AGROTÓXICOS: Laerte Gomes cobra providências sobre morte dos peixes no rio São Miguel

Famílias ribeirinhas que dependem da pesca são obrigadas a suspender as atividades após possível contaminação do rio

ALE/RO

12 de Novembro de 2018 às 17:19

AGROTÓXICOS: Laerte Gomes cobra providências sobre morte dos peixes no rio São Miguel

FOTO: (ALE/RO)

Há cerca de duas semanas, moradores do distrito de Porto Murtinho, em São Francisco do Guaporé foram obrigados a suspender as atividades de pesca e o consumo da água em razão de uma possível contaminação no rio São Miguel.

 

Os pescadores acreditam que um provável descarte incorreto de resíduos de agrotóxicos oriundos de fazendas da região teria contaminado o rio e causado a mortalidade de milhares espécies de peixes por envenenamento. De acordo com a comunidade, tucunarés, pintados, pirararas, arraias e até aves, diariamente, aparecem mortos ao longo das margens do rio.

 

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes, ao tomar conhecimento, cobrou da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sedam) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), providências e esclarecimentos sobre quais as razões para, o que ele chamou de “tragédia ambiental”.

 

 “A Sedam, inclusive, foi chamada e não compareceu ao local. Minha preocupação é com as comunidades ribeirinhas que vivem da pesca e utilizam a água dos rios, tanto para consumo como para suas atividades domésticas. Exigimos esclarecimentos da Sedam e do ICMBio a respeito do que está acontecendo e quais providências serão tomadas”, disse o parlamentar.

 

O deputado ressaltou que também verificará se estão sendo feitas as devidas fiscalizações e monitoramentos por parte dos órgãos competentes, no que diz respeito ao uso de produtos químicos e agrotóxicos por parte das grandes fazendas da região.

 

 “As autoridades precisam ir até o local, colher amostras e descobrir o que é e de onde está vindo. Pois além de ser um problema ambiental que interrompe a atividade pesqueira, pode oferecer riscos à saúde das famílias, o que é ainda pior”, enfatizou o deputado.

 

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