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AGRONEGÓCIO: Ministro afirma que percebe “má vontade” para negociar barreiras protecionistas

O Ministro Blairo Maggi diz que guerra comercial deixou exportadores norte-americanos mais competitivos que os brasileiros no mercado europeu.

ONORTAO

6 de Setembro de 2018 às 17:15

AGRONEGÓCIO: Ministro afirma que percebe “má vontade” para negociar barreiras protecionistas

FOTO: (Onortao)

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que percebe uma “má vontade” por parte dos chineses em negociar barreiras comerciais impostas pelo país asiático à compra de produtos do Brasil. “Eles olham muito o mercado interno e, na iminência de qualquer risco à produção deles, se retraem”, disse ao deixar o seminário Brasil-China, realizado na capital paulista.

 

Blairo conta que, antes que as tarifas antidumping fossem aplicadas sobre o frango brasileiro, “houve uma cerca garantia de que elas não iriam acontecer, mas aconteceram”.

 

Nesta quinta (6), o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, reafirmou declaração já dada pelo presidente chinês, Xi Jinping, ao dizer que “ama a carne brasileira”. Ainda assim, segundo o ministro da Agricultura, não há nenhuma sinalização de que haverá redução ou retirada das tarifas antidumping.

 

Sobre a abertura de um painel na Organização Mundial de Comércio (OMC) para contestar o caso, Blairo afirmou que já foi feita análise no governo e estudos comprovaram que há possibilidade de o Brasil sair vitorioso nos questionamentos que serão levantados, sobre barreiras chinesas ao açúcar e ao frango do Brasil. “Recebemos a autorização para seguir à OMC e levaremos para frente esta consulta”, disse.

 

 

EUA

 

Como resultado da guerra comercial entre China e Estados Unidos, os exportadores norte-americanos já estão mais competitivos que os brasileiros no mercado europeu e “isso vai se agravar”, disse o ministro. Ele explicou que, no início, este movimento passava desapercebido porque as empresas brasileiras e norte-americanas têm contratos já firmados a cumprir, mas, com o passar dos meses, na hora de renovar esses contratos, os compradores vão olhar a diferença de preços entre os dois países e podem dar preferência aos Estados Unidos. 

 

“Eles podem ampliar o fornecimento de carnes, soja, farelo e óleo. Nosso temor é que eles ganhem o mercado europeu e, logo em seguida, voltem às relações com a China. Se isso acontecer, os americanos ficarão com uma vasta parcela da soja, derivados (e carnes) que, inicialmente, seria do Brasil”, explicou o ministro.

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