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No reino encantado da fantasia

POR VALDEMIR CALDAS

20 de Setembro de 2018 às 09:02

Quem assiste ao programa eleitoral tem a impressão de que estamos vivendo no reino encantado da fantasia. Há de tudo um pouco, desde a enciclopédica burrice, passando pelo camaleonismo mais deslavado, até o caricaturismo mais vulgar. É impressionante a capacidade de certos candidatos quando se trata de apresentar soluções rápidas e indolores para o cipoal de problemas no qual se debate a sociedade. Alguns deles, além de excêntricos, comportam-se, no vídeo, como títeres, num ritual em que mais parecem protagonistas de filme de terror.

 

No luta tresloucada para colher os votos de incautos eleitores, várias são as estratégias postas em práticas por alguns candidatos, muitas das quais bastante conhecidas da população, pois têm servido mais para iludir e enganar que para justificar a presença de seus autores na contenda eleitoral, por isso não operam hoje, a mesma força que ontem as caracterizou.

 

Além disso, fossem, os autores das lorotas, ditas no programa eleitoral, candidatos neófitos, poder-se-ia até perdoá-los. Entretanto, muitos dos que vêm vociferando um rosário de promessas mirabolantes, são políticos experimentados, que carregam na bagagem anos e anos de vivência política, evidenciando, assim, que nada aprenderam. Caso contrário, não estariam usando um tempo tão precioso para dizerem tantas asneiras.

 

É por isso que não faltam razões aos críticos do comportamento desses cidadãos, quando dizem que a eles falta, em essência, respeito pela população, sentimento, até certo ponto em desuso pela maioria da classe política brasileira. No fundo, ninguém está nem ai para as mazelas sociais. Pouco importa se o posto de saúde não tem médico nem medicamentos, se o aluno não está indo para a escola porque não têm professores, ou ainda porque o transporte escolar rural simplesmente não existe.

 

Não! O que realmente interessa a essa gente é a manutenção de seus privilégios inconfessáveis e de suas mordomias, a possibilidade de continuidade na vida pública, a qualquer preço, e não a importância que tem, sob todos os aspectos, a necessidade urgente e inadiável, de que o Estado de Rondônia saia do cipoal de dificuldades no qual se encontra enredado.

 

Infelizmente, o que se tem visto no programa eleitoral - com pouquíssimas exceções - é um festival de baboseiras, um jogo de tapeação e uma busca frenética por dividendos pessoais, quando o objetivo deveria ser exatamente o contrário, ou seja, a defesa dos sagrados interesses da população, pois é isso que a sociedade espera dos que buscam um mandato popular.

 

 

 

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