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O carrasco da administração Hildon Chaves

POR VALDEMIR CALDAS

18 de Setembro de 2018 às 15:42

Desde que deixou a base de sustentação do prefeito de Porto Velho, doutor Hildon Chaves, o vereador Antonio Carlos da Silva, mais conhecido como “Da Silva do Sinttrar” – uma referência ao Sindicato dos Motoristas em Transporte Rodoviário de Passageiros e Cargas no Estado de Rondônia do qual é presidente -, tornou-se um carrasco da administração municipal.

 

Da Silva não perde a chance para investir contra a administração Hildon Chaves. E não é sem motivo. Terça-feira (18), ele foi à tribuna da Câmara e criticou o prefeito por ter inaugurado uma obra – o viaduto da Avenida Campos Sales - pela metade, segundo o parlamentar, uma prática corriqueira no atual governo.

 

O Secretário Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte já ganhou o apelido de “não está”, pois, de acordo com o parlamentar, nunca é encontrado no gabinete da SEMTRAN. O transporte escolar rural é outra pedra do sapato do prefeito que Da Silva faz questão de apertar sempre que tem oportunidade, dentre outras lambanças praticadas pela administração tucana.

 

Tudo isso, evidentemente, poderia ser evitado, se o prefeito apostasse mais na competência e menos na pabulagem de muitos que o cercam. São por essas e outras que, para alguns, sua administração chegou ao fim, querendo dizer, com isso, que se não pode mais esperar nada de seu governo, senão o prolongamento da agonia administrativa e social em que atravessamos, até que chegue a hora de escolher o novo prefeito.

 

Mas há, também, os que acreditam na possibilidade de o prefeito se arrepender e, de maneira surpreendente, promover os ajustes que apascentem os críticos e o reconcilie com a população. Afinal, pior que incidir no erro é tornar-se surdo às criticas e reiterar na conduta equivocada.

 

Na verdade, o governo do doutor Hildon Chaves ainda não chegou ao fim. Depende, contudo, apenas dele, antecipar ou não o fim de um período administrativo que manteve acesas as esperanças, senão de todos, mas, com certeza, da maioria da população portovelhense. Diga o que disserem do Da Silva, mas uma coisa se não pode negar: ele tem colocado o dedo na ferida com uma precisão cirúrgica e, pelo jeito, só vai sossegar depois que espremer todo o pus.

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Valdemir Caldas

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