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Cristiane protesta, mas a sua voz não ecoa dentro do palácio

POR VALDEMIR CALDAS

3 de Julho de 2018 às 08:15

 (*) Valdemir Caldas

 

 

 

A vereadora Cristiane Lopes (PP) tornou-se, de tempos a este, uma espécie de voz que clama no deserto contra a incompetência que reina no sistema de saúde do município de Porto Velho, mas parece que vem pregando a ouvidos moucos. Na semana passada, a parlamentar voltou a ocupar a tribuna da Câmara Municipal. Dessa vez, para denunciar a ausência de medicamentos como Buscopan e Plasil em algumas unidades. Parece que enterraram uma cabeça de burro lá pelas bandas da Superintendência Municipal de Licitação (SML), pois a coisa não anda. Não é hoje que a população reclama, protesta esperneia. Em vão. Tem muita gente cercando o prefeito Hildon Chaves que padece, dentre outras deficiências, da total ausência de audição.

 

 

Acrescentando-se às dificuldades da falta de medicamentos, da deterioração de equipamentos, dos maus padrões remuneratórios pagos aos profissionais da saúde, o péssimo estado de conservação em que se encontra a maioria das unidades não pode deixar imobilizados os responsáveis pelo setor. Quer dizer, além dos problemas que a população sabe que enfrentará, caso precise de atendimento, é extremamente grave que a própria administração do sistema ainda ofereça um, cujas consequências não condizem com a própria definição de saúde.

 

 

A alegada falta de material para a realização de exames laboratoriais é antiga, não se justificando, portanto. Melhor seria assumir o ânus da ineficiência. Três secretários já passam pela SEMUSA, mas ninguém conseguiu ir além do discurso. Solução para as inúmeras dificuldades enfrentadas pela população que é bom, mesmo, nada.

 

 

O que se pode dizer de verdadeiro é que saúde pode ser tudo para a atual administração, menos prioridade. Caso contrário, já se teria encontrado os meio necessários e indispensáveis à prestação de um serviço de qualidade. Não quero desestimular a nobre vereadora na sua luta para melhorar as condições de saúde da população portovelhense, mas não creio que sua voz produzirá eco dentro do palácio Tancredo Neves. O problema da saúde municipal está no método escolhido pela atual administração, e não na falta de recursos. Por isso, o setor está entregue à própria sorte.

 

 

 

 

 

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