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É preciso ter consciência na hora de votar

POR VALDEMIR CALDAS

27 de Junho de 2018 às 10:20

 

(*) Valdemir Caldas

 

Umas das vantagens (dentre tantas) do regime democrático é a possibilidade que tem o cidadão de dizer um sonoro não aquele candidato que se mostrou indigno no exercício da função pública. É na eleição, portanto, que o eleitor tem a oportunidade de proceder às correções necessárias, de cortar o mal pela raiz, negando seu voto aos vendilhões da consciência social, que não resistiram à tentação do vil metal e mergulharam de cabeça nas águas turvas da corrupção e, agora, a menos de quatro meses do pleito, tentam posar de puritanos, confundindo incautos e lhes pedindo votos, sustentando discurso que não passa das vãs e conhecidas promessas de campanha.

 

 

Resultado dessa desfaçatez e, em grande medida produto da desatenção da sociedade, acusados de desvio e mau uso de verbas públicas têm seus nomes registrados e passam a disputar os votos de eleitores cada dia mais confusos e desorientados. Aqui mesmo, a simples leitura de alguns pré-candidatos aos mais diferentes cargos da República permite destacar muitos que estão enrolados até os fios de cabelo com a Justiça, seja porque tenham aplicado irregularmente recursos públicos que lhes cumpria administrar, seja porque se tenham aproveitado do exercício da função pública para aumentar injustificadamente seu patrimônio. São pessoas que, em qualquer sociedade minimamente preocupada com a ética, deveriam manter-se ao largo do processo eleitoral.

 

 

Quando um secretário municipal, por exemplo, mete os pés pelas mãos, compete ao prefeito exonerá-lo ou mantê-lo no cargo, a despeito de sua conduta negativa. No caso do eleito (seja presidente da República, governador, senador, deputado federal, estadual, prefeito ou vereador) pode ser negada uma nova oportunidade do exercício do mandato popular. Assim, o voto, exercido com certa periodicidade, faz recair sobre os ombros do eleitor o verdadeiro poder de decisão sobre seu próprio destino. Novas eleições se aproximam. A sociedade que se não cansa de exaltar a democracia e suas virtudes precisa também ter consciência na hora de escolher os que vão representá-la.

 

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