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A política do coleguismo

POR VALDEMIR CALDAS

4 de Junho de 2018 às 09:12

Ninguém, em sã consciência, duvida das boas intenções do prefeito Hildon Chaves para conduzir o município de Porto Velho ao galarim de seus melhores triunfos. Mas isso só será possível se ele começar, desde já, a desfazer-se de alguns inconvenientes, que vêm arrastando sua administração para o abismo do descrédito e comprometendo seu futuro político. A menos, é claro, que o prefeito pretenda encerrar sua carreira no palácio Tancredo Neves. Ai são outros quinhentos.

 

Manda o bom senso que os momentos de dificuldades ensejem profunda reflexão e resposta célere para os problemas enfrentados. Essa parece ser a conduta exigível quando as aspirações sociais estão sendo ameaçadas por privilégios de grupos que insistem em cevar sua avidez onírica no poço do erário.

 

O prefeito deveria aproveitar o escândalo que abalou as estruturas da Secretaria Municipal de Educação e acirrou os ânimos da oposição, que ameaça instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso, para fazer uma faxina na estrutura organizacional da prefeitura, de alto a baixo escalão, acabando de uma vez por todas com a malfadada política do coleguismo que impregna a administração pública, sempre alimentada por arranjos indecentes e convenções imorais, que em nada ajudam na resolução dos graves e complicados problemas nacionais.

 

Homem inteligente, o prefeito sabe que nenhum governo pode ficar privado de meios para cumprir os seus altos deveres, de modo benéfico à sociedade. O bem-estar do povo não pode ficar ao sabor de devaneios de grupos partidários, que se repartem em focos beligerantes, consumindo-se entre si por nacos de poder.

 

Os problemas que assolam o município de Porto Velho não serão resolvidos, jamais, com discursos bombásticos e soluções evasivas, mas com responsabilidade, seriedade e competência.

 

Os que teimam em fazer política à moda antiga, que se cuidem, porque o povo está farto das suas ambições e dos seus caprichos. A população, na sua maior parte, vive sem condições econômicas de sobrevivência, enquanto a maioria de seus representantes navega de braçadas na opulência e na ostentação, à custa do dinheiro público, tripudiando, demagogicamente, sobre os seus direitos e carências.

 

Ainda há tempo para o prefeito Hildon Chaves fazer as pazes com a população que o elegeu num pleito memorável. Se nada fizer, agora, para mudar os rumos da administração municipal, correr o risco de deixar o posto carregando a medalha de o prefeito mais incompetente que já passou pelo palácio Tancredo Neves, superando, inclusive, seu antecessor, Mauro Nazif.

 

Não sou amigo do prefeito, tampouco seu correligionário. Igualmente, não tenho o costume de partilhar com ele aquele engasga-gato de final de semana. Também não sou seu adversário, nem alimento nenhum sentimento de vindita pessoal contra ele ou quem quer que seja. Como cidadão que ama essa cidade, porém, torço para que doutor Hildon ponha a mão na consciência, afaste a malta de incompetentes que o cerca, e coloque em prática as promessas feitas ao povo durante a campanha eleitoral.

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Valdemir Caldas

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