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O kit gay foi criado em 2011. Quem era o ministro da educação, senão Fernando Haddad?

POR SÉRGIO PIRES

19 de Outubro de 2018 às 14:38

Qual a verdade sobre o famoso kit gay, denunciado pelo candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, que acusa seu adversário Fernando Haddad de tê-lo criado e distribuído a crianças, quando ministro da Educação? E o que Rondônia tem a ver com isso? É uma longa história, que se tentará resumir por aqui. Primeiro, o kit foi sim criado pelo Ministério da Educação, quando Haddad era o titular. Outros livros polêmicos sobre sexo também. Mas os primeiros não chegaram a ser distribuídos nas escolas, pelo enorme protesto de grande parte da sociedade.

 

O segundo tipo foi e teve a ver diretamente com pelo menos duas cidades do nosso Estado: Ji-Paraná e Ariquemes. Hoje os filmes e livros do kit gay ainda existem, mas não chegaram às escolas. Estão, contudo, todos eles nas redes sociais e na internet. Qualquer um pode acessá-los no you tube, por exemplo, para assistir. Inclusive crianças de todas as idades. Os filmes e textos foram aprovados, claro, pelas comunidades LGBT e até por um representante da ONU no Brasil. Aliás, essa história de gente falando em nome da ONU e se imiscuindo em tudo em nosso país, já ouvimos e vimos muitas vezes, não é? Tudo começou em Ji-Paraná, mas não com o famoso kit.

 

Foi com um livro de Ciências, que uma mãe denunciou ao Ministério Público, que mostrava os órgãos genitais e cenas de sexo explícito, que ela não queria que seus filhos tivessem acesso. Pouco depois foram os pais de Ariquemes que fizeram o mesmo protesto, exigindo a retirada de outro livro do currículo escolar, um que enaltecia o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. O prefeito Thiago Flores (PSL), atendeu o pleito da população e acabou sendo processado pelo Ministério Público, que ignorou o apelo dos pais, como se eles não tivessem poder de decidir o que seus filhos devem estudar ou não. O caso ainda rola na Justiça.

 

Já com relação ao kit gay, cuja criação custou quase 2 milhões de reais, a Justiça Eleitoral proibiu que Jair Bolsonaro dissesse, em sua propaganda de campanha, que foi Haddad quem o criou. O pacote de três filmes e outros tipos de propaganda estao na internet, datado de 2011. Basta uma rápida pesquisa pelo Google, para se ter todas as informações.  Quem era o ministro da Educação, naquele ano, senão Haddad? Em junho deste ano, Haddad afirmou, que houve um mal-entendido em relação ao material. Segundo ele, a demanda havia sido do Ministério Público e do Legislativo. "Também se sugeriu que o material estivesse pronto e já distribuído, quando sequer havia sido examinado", acrescentou. A então presidente Dilma Rousseff proibiu que o kit chegasse às escolas, pela enorme pressão popular contra ele. Portanto, não é fake.  O assunto é público e notório. Afinal, se Bolsonaro não está mentindo sobre o criador do kit gay, por que proibi-lo de citar Haddad? São essas coisas que não se compreende muito bem, em algumas decisões do nosso Judiciário.

 

 

 

DIA DE DEBATE DECISIVO

 

 

Quando a SICTV/Record encerrar o debate entre os dois candidatos ao Governo, entre o final da tarde e o início da noite desta sexta-feira, é muito provável que se saiba, com alguma segurança, qual dos dois candidatos ao Governo foi o vencedor; quem conseguiu convencer melhor o eleitorado; qual apresentou as melhores propostas e que pode cooptar os votos daqueles que ainda estão indecisos. Ao se despedirem, tanto Expedito Junior quanto o Coronel Marcos Rocha, eles mesmos, poderão sentir qual foi melhor e qual não conseguiu convencer o eleitor. Iniciando às 17h20, um horário diferente, em função da programação da rede nacional, a SICTV já conseguiu, no debate do primeiro turno, um índice espetacular de audiência. Certamente o ampliará nessa sexta, quando haverá um confronto que tem tudo para ser decisivo entre os dois finalistas na disputa pelo Governo de Rondônia. A mediação será da nova estrela da TV rondoniense, a jornalista e apresentadora Meiry Santos. O auditório da emissora estará superlotado, certamente, com os convidados especiais que acompanharão ao vivo o confronto entre Expedito e Marcos Rocha. Que ambos tenham a melhor performance possível!

 

 

NÃO HÁ COMO FAZER PROGNÓSTICO

 

Não há ainda pesquisa para o segundo turno em Rondônia, que se possa ter um mínimo de confiança. Uma, realizada apenas para consumo interno, feita um dia após a disputa do primeiro turno, colocava o candidato de Bolsonaro na frente do tucano. Outra, local, dava vantagem a Expedito. Depois apareceram aqui e ali outros levantamentos, mas nenhum deles digno de crédito. Se os grandes institutos, com toda a sua técnica e pesquisas científicas erraram feio, imagine-se os institutos menores, regionais! O sentimento das ruas, aliás, é o único sintoma que alguém que conhece a política rondoniense, ao menos um pouco, pode utilizar, para tentar alguma previsão. E, hoje, ela é absolutamente impossível de se fazer. O que se sente é que a tendência é de uma disputa extremamente acirrada, com Marcos Rocha levando consigo o fenômeno Bolsonaro e Expedito Júnior buscando convencer o eleitor que ele, com sua experiência e história, é o nome certo para comandar o Estado. Nos meios políticos, onde esse é o único assunto, as opiniões também estão divididas. Há quem jure que Marcos Rocha está com a eleição ganha. Há quem jure que Expedito deu um salto na preferência do eleitor. Nem com bola de cristal se pode fazer qualquer prognóstico seguro sobre a disputa ao Governo de Rondônia.

 

 

O TOM AINDA VAI SUBIR MAIS

 

Marcos Rocha tem buscado, no seu programa eleitoral, falar de alguns projetos; de destacar que é o candidato de Bolsonaro em Rondônia (a repetição desse mote teve sucesso no primeiro turno) e atacar seu adversário, com alguma ironia e dizendo que ele, Rocha, é ficha limpíssima. Já Expedito tem usado seu espaço para anunciar também projetos de governo, dizer que também apoia Jair Bolsonaro, mas que quem vai governar o Estado é o Governador e não o Presidente eleito. Tem destacado também a inexperiência do seu opositor. E sua ligação com o governo do MDB, o que, pela campanha tucana, caracterizaria uma continuidade do governo anterior. Nas redes sociais, partidários dos dois atacam mais pesado, embora, ao menos até agora, não se tenha observado alguma coisa mais grave ou algum golpe mais violento abaixo da linha da cintura.  O tom da campanha, infelizmente, tende a piorar na reta final, até porque há previsão de que a disputa será voto a voto. Vamos ver no que vai dar...

 

 

MAURÃO SE DESPEDE?

 

Ao fazer seu primeiro discurso no plenário da Assembleia, depois da eleição, o deputado Maurão de Carvalho fez um balanço do pleito; agradeceu novamente à grande votação que fez e considerou que o fenômeno Bolsonaro influenciou o voto dos indecisos, que na hora H, levados pelo apoio ao presidenciável, acabaram votando também no seu candidato em Rondônia. Afirmou que vai se afastar da vida pública, embora não tenha dito que é em definitivo e garantiu que ficará torcendo para que o futuro Governador, seja quem for, consiga ter sucesso e fazer o melhor pelo povo de Rondônia. Maurão não anunciou apoio nem a Expedito Júnior e nem a Marcos Rocha, no segundo turno do pleito. O presidente da Assembleia Legislativa deixa o parlamento no final de janeiro, após cinco mandatos consecutivos, num deles ocupando o comando da Mesa Diretora por duas vezes, consecutivamente, eleito por unanimidade dos seus pares, coisa inédita na história do legislativo estadual. Sua forma de conduzir a Assembleia, o espírito de pacificador, a forma correta como atuou, sem jamais ter ocorrido qualquer fato que desabonasse seu trabalho, certamente ficarão na história do parlamento. Ainda jovem para a política, Maurão certamente terá futuro nela. Vamos esperar para ver...

 

 

JESUALDO E SUA BATALHA

 

Uma campanha franciscana, com poucos gastos. Praticamente sozinho, numa coligação que teve graves prejuízos eleitorais, quando o candidato ao Governo, o senador Acir Gurgacz, acabou tendo seu nome vetado pela Justiça Eleitoral. Mesmo assim, mais de 195 mil votos. Jesualdo Pires, ex deputado estadual e ex prefeito de Ji-Paraná por duas vezes (reeleito com um percentual muito acima da média), disputou o Senado pelo PSB e foi o quarto mais votado. Em entrevista exclusiva ao programa Direto ao Ponto, apresentado por Sergio Pires, ele conta como foi sua campanha; sua luta quase solitária para conseguir uma votação tão expressiva e seus planos daqui para a frente. Liderança política consolidada na região central do Estado, Jesualdo Pires analisa o primeiro turno da eleição e fala sobre seu posicionamento em relação aos dois concorrentes ao Governo, no turno decisivo. Tudo isso vai ao ar na Record News Rondônia nesse sábado, a partir das 11 horas da manhã e já à noite estará no ar no site Gente de Opinião, na íntegra. Não deixe de assistir a mais essa entrevista sobre um personagem importante do mundo político rondoniense.

 

 

LUIZINHO, A FORÇA DO CONE SUL

 

Faltou um voto para 17 mil. Foram exatos 16.999, dos quais 8.665 votos só em Vilhena, sua principal base eleitoral. Quase quatro mil a mais que sua principal adversária, a deputada também reeleita Rosângela Donadon, que na sua cidade, fez 5.263. É com essa excelente votação que o deputado Luizinho Goebel conquistou seu terceiro mandato para a Assembleia Legislativa e se consolida como uma das principais lideranças do Cone Sul. Há muitos anos não surgia alguém com poder de voto para combater os Donadon, família que domina a política na cidade e região há pelo menos duas décadas. Luizinho, do nanico PV, já havia dado mostras da sua força, quando liderou a campanha que elegeu o novo prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês, que venceu Rosani Donadon. Agora, na busca da sua reeleição, Luizinho conseguiu mobilizar votos em várias regiões do Estado, além da sua principal área de influência. Volta ao parlamento com muita força política e pode começar a se preparar, inclusive, para uma campanha pela Prefeitura da sua cidade, em 2020. Ainda jovem, Luizinho é daqueles deputados que têm grande futuro em Rondônia. Ouviremos muito falar dele, nos próximos anos!

 

 

PERGUNTINHA

 

Expedito Júnior ou Marcos Rocha? Quem você acha que se sairá melhor no debate desta sexta, na SICTV/Record, o primeiro e decisivo, para essa disputa do segundo turno ao Governo?

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Sérgio Pires

Colaborador do Gentedeopinião: Sérgio Pires, experiente jornalista e que atua na SIC TV e diariamente apresenta o "PAPO DE REDAÇÃO" na rádio Parecis FM.

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