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"A polícia prende e a justiça solta”, o que tem por trás dessa afirmação

POR ALAN ALEX

26 de Abril de 2018 às 10:18

"A polícia prende e a justiça solta”, o que tem por trás dessa afirmação

FOTO: (DIVULGACÃO)

E ainda, Iacira desafia governo e vence; vereadores de Rondônia e a farra das diárias em Brasília

 

Disse que não ia e não foi

 

Iacira Azamor, a “colada na cadeira” da presidência da Caerd não quer sair de jeito nenhum. E olha que ela vive dizendo que a companhia não tem jeito, que está falida, mas ela não larga o osso. Na semana passada o governador Daniel Pereira havia convocado para esta quarta-feira uma assembleia extraordinária onde aconteceria a demissão de Iacira. Estava tudo certo, até que ela mandou responder que “convocação para assembleia só pode ser feita pela presidente, portanto, quando ela pudesse, convocaria”. E foi o que aconteceu. o governo recuou e a assembleia ficou para o próximo dia 4, foi quando sobrou uma vaguinha na agenda dela.

 

Farra das diárias

 

E Brasília foi tomada nesta quarta-feira por vereadores de todo o Brasil, e claro, os de Rondônia não poderiam faltar. A desculpa dessa vez era o “encontro nacional” que não serve para nada, exceto para lotar os shopping centers brasilienses e os corredores do Congresso, onde os vereadores saem à caça dos políticos-estrela para fazer selfies e afins. Enquanto isso, os municípios sangram seus cofres para manter essa turma.

 

E nem vou falar

 

Sobre aquelas comitivas que vem em busca de “protocolar documentos” ou “arrumar recursos”. Essas são constantes e o mais interessante é que nem o Ministério Público, tampouco o Tribunal de Contas se movimentam no sentido de coibir esses passeios pela capital federal.

 

Falando em Tribunal de Contas

 

O órgão lançou o aplicativo “Tô no Controle”, que permite o cidadão se manifestar sobre serviços públicos municipais e estaduais ofertados em Rondônia, contemplando áreas como educação, saúde, segurança, transporte público, entre outras. O app está disponível nas lojas Google Play e Apple Store. E não esqueça de baixar também o app do PAINELPOLITICO, por enquanto na Google Play (mais uns 15 dias na Apple Store).

 

Tem que melhorar, muito

 

Muita gente reclama do Judiciário usando a frase “a polícia prende e a justiça solta”, mas a questão é que quando se trata de privação da liberdade é necessário que se siga ritos que iniciam lá com o primeiro atendimento, no caso a polícia. Se uma abordagem for feita de forma errada, (por exemplo, acessar o celular sem autorização) já é suficiente para anular a prisão (exemplo a grosso modo, tá). Além disso, o Ministério Público precisa oferecer denúncia com provas que vão convencer o magistrado a condenar o sujeito. Um caso concreto vem acontecendo com o ex-vereador Mário Sérgio Teixeira, que era presidente da Emdur, foi preso e foram ofertadas várias denúncias pelo MP. Oito já foram arquivadas por falta de provas que o Ministério Público não apresentou.

 

Por isso

 

Fica complicado acusar a justiça de ser conivente com criminosos. Juiz se atém aos fatos que estão nos autos, é o que se pode provar, e todos os ritos devem ser respeitados, da abordagem, passando pela detenção na delegacia, investigação e oferta da denúncia, tudo isso com provas incontestáveis. Se isso não for respeitado, a coisa não vai funcionar.

 

Último recurso

 

A privação da liberdade do indivíduo é o último recurso que o Estado deve usar. Isso por um motivo muito simples, cadeia não reintegra nem “cura” ninguém. O Brasil virou um país de presos, e não me refiro aos colarinhos brancos. Em junho de 2016, de acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), eram 726.712 presos, sendo 40% eram presos provisórios, e mais da metade dessa população é de jovens de 18 a 29 anos e 64% são negros. A população, de uma forma geral, crê que a prisão seja a melhor forma de punir os criminosos, o que não termina acontecendo. No levantamento do Depen foi relatado que, do universo de detentos, os crimes relacionados ao tráfico de drogas são os que mais levam pessoas às prisões, com 28% da população carcerária total. Somados, roubos e furtos chegam a 37%. Naquele ano, haviam 4.804 pessoas presas por violência doméstica e 25.821 por crimes contra a dignidade sexual, sendo que 6.062 eram por estupro de vulnerável.

 

Tem que selecionar

 

O crescimento da população carcerária está diretamente ligado ao aumento do crime organizado, já que diariamente chegam as prisões centenas de “soldados” que serão recrutados por bem ou por mal. Um jovem que, por qualquer razão tenha se desencaminhado praticando um pequeno furto, e sem condições de pagar um advogado, vai ficar preso em um complexo com criminosos profissionais. A ascensão para uma vida de crimes será praticamente automática. Não estou falando que não é para punir ou prender, mas que estamos “prendendo errado”. Ao invés do Estado construir enormes complexos, que estão sempre defasados, era mais inteligente construir unidades menores, classificando os criminosos, e isolando os mais perigosos ou aqueles “sem salvação”, dos criminosos de menor potencial e que ainda podem ser recuperados.

 

Os Estados Unidos

 

Que contam com a primeira maior população carcerária do planeta – pouco mais de 2 milhões de presidiários (a segunda é a China 1,6 milhão e nós detemos a terceira posição), o sistema prisional era praticamente todo privatizado, mas desde o final do governo Obama, por decisão da Corte Suprema, os contratos com as organizações que administram os presídios não serão mais renovados. Por lá, criou-se uma verdadeira indústria de prisioneiros, já que eles são utilizados em trabalhos diversos, uma mão de obra barata que quando sai da cadeia ainda acumula dívidas para o resto da vida. O modelo então mostra-se ineficaz.

 

Portanto

 

Quando o Brasil começa a querer adotar um modelo, que já foi testado em um país de primeiro mundo, que o está abandonando por ter aumentado a corrupção no sistema, alguma coisa está muito errada. Ou tem alguém que vai ganhar muito dinheiro com isso.

 

Relação entre ‘dobras’ no cérebro pode prever risco de psicose

 

A interação entre as dobras do cérebro podem ser usadas para identificar pacientes com maior risco para a psicose, um estado mental comumente associado a esquizofrenias mais severas em que se percebe uma “perda progressiva de contato com a realidade”. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Basel, no Canadá, e publicado nesta quarta-feira (25) no ‘JAMA Psychiatry’. Os pesquisadores André Schmidt e Lena Palaniyappan identificaram que dobras em várias regiões do cérebro interagem entre si e essa relação é prejudicada em pacientes de alto risco para a psicose. O processo de interação entre as dobras é conhecido como “gyrification” – ou “comunicação entre giros”. A detecção precoce da psicose aumenta as chances de tratamento eficaz. Apesar disso, no entanto, a ciência ainda não possui exames disponíveis para identificar com precisão quem tem mais chance de desenvolver a condição — ainda mais em sua fase inicial, quando não há sintomas tão evidentes para a identificação em consultórios. Como os cientistas conseguiram observar esse processo com exames de imagem, a ideia é que testes possam identificar essa relação em cada paciente na prática clínica.

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