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HOMENAGEM: Monumento aos Soldados da Borracha é criticado por falta de semelhança

A afirmação partiu, nesta segunda-feira, da acadêmica Francisca da Silva, 56, neta e filha de soldados da borracha e seringueiros amazônidas

ASSESSORIA

15 de Outubro de 2018 às 15:03

HOMENAGEM: Monumento aos Soldados da Borracha é criticado por falta de semelhança

FOTO: (Assessoria)

Apesar das medidas consideradas modernistas aos negócios culturais na atual gestão do Município, no contra ponto a gregos, romanos e a troianos, bustos, estátuas ou totens em homenagens póstumas ou simbólicas a personagens da história dos pioneiros porto-velhenses não podem nem devem sofrer mudanças em seus traços originais.

 

A afirmação partiu, nesta segunda-feira, da acadêmica Francisca da Silva, 56, neta e filha de soldados da borracha e seringueiros amazônidas ao contestar, na inicial da construção de um monumento localizado no cruzamento da Avenida Amazonas, com a Rua Nações Unidas. A iniciativa é da Fundação Cultural do Município que viria deixando à margem do projeto entidades que defendem a conservação e preservação da memória dos seringueiros da Amazônia.

 

A verdadeira saga vivenciada pelos soldados da borracha, convocados e recrutados no Nordeste brasileiro nos anos 1942-3 para se juntar a seringueiros nativos na Amazônia, por exemplo, deveria ter sido buscado pelo escultor contratado junto aos remanescentes e nas consultas não feitas às entidades da categoria, a exemplo de Porto Velho, onde existe o sindicato representativo dos dois segmentos.

 

 "Isso não foi feito pelas autoridades nem pelo escultor contratado pelo município", aponta Francisca.

 

Segundo o consultor João Roberto Soares, 46, ao analisar as primeiras imagens vazadas da estátua sonhada pela equipe da Fundação Cultural (Funcutural), “é possível conhecer que na atualidade não existe semelhança nenhuma com a questão dos soldados da borracha e dos seringueiros nativos”.

 

 "Nem na Grécia, Roma ou Troia Antiga, tamanha desconsideração com a figura de seus heróis, esse desvirtuamento cultural, isso seria tolerado", ressaltou Soares.

 

De acordo com a análise feita, “não estamos analisando livros ou folhetins de Amor, Sexo ou Tragédia”, ele revelou. Não há semelhança alguma da imagem que ora o escultor contratado estria concluindo para edificá-la em praça pública estratégica, na reta final do segundo turno das eleições do próximo dia 28 de Outubro, reiterou o Consultor entrevistado por este site de notícias.

 

Na figura já considerada emblemática, “o retrato pensado exprime um perfil aproximado ora com o herói da Revolução Acreana (o gaúcho Plácido de Castro), ora com supostos pioneiros que desbravaram parte do território rondoniense advindos do Sul e do Sudeste do País”, denuncia a acadêmica Francisca da Silva, indignada com as atitudes tomadas pelo poder público municipal e de alguns supostos intelectuais que passaram por órgãos de defesa e proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico e paisagístico de Porto Velho e do Estado.

 

Para entrevistados durante o domingo passado (14), ao Largo da Antiga Estação dos Trens da Estrada de Ferro da Madeira Mamoré (EFMM), a medida tomada pelo Município, “trata-se de uma bela atitude”. Porém, não privilegia o Corpo Original do Homem Soldado da Borracha nem se aproxima da figura primária, também, do herói Seringueiro da Amazônia.

 

Para outros anônimos, “mas, ao mesmo tempo, esse tipo de decisão que não prioriza a escuta dos segmentos da sociedade civil organizada, só cria e sofre grandes conflitos e divide o pensamento dos cidadãos”. 

 

Enfim, Francisca da Silva, apontou, na ocasião, que “é preciso alguém orientar o prefeito Hildon Chaves para os rumos que estão dando à cultura, a história e às tradições dos porto-velhenses, na atual gestão do Município”.

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