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CHUVAS: Deslizamento de terra deixa pelo menos 40 mortos em Uganda

Há hipótese de haver um número muito maior de mortos entre alunos e professores, já que duas escolas foram atingidas pelas águas, segundo autoridades

LUSA

13 de Outubro de 2018 às 11:45

CHUVAS: Deslizamento de terra deixa pelo menos 40 mortos em Uganda

FOTO: (Divulgação)

O número de mortos após um deslizamento de terra causado pelas fortes chuvas em Uganda subiu para 40, de acordo com as autoridades, que estimam que o número de vítimas mortais chegue a 100. "Um rio transbordou em Bududa (na região oriental do Uganda) depois de uma tempestade e causou um deslizamento de terras na montanha. Grandes rochas rolaram em uma aldeia no subcondado de Bukalasi, matando várias pessoas", afirmou o responsável do Departamento de Gestão de Desastres do país, Martin Owor, citado pela agência France-Presse.

 

De acordo com as primeiras investigações, a forte corrente do rio Tsuume, que provocou o transbordamento e fez com que todo tipo de objeto se arrastasse pela correnteza, teria destruído dois centros comerciais e duas escolas próximas do monte Elgon.

 

Diversas regiões continuam inacessíveis para as equipes de resgate, o que leva as autoridades a considerar a hipótese de haver um número muito maior de mortos entre alunos e professores.

 

 

"Contamos encontrar mais vítimas à medida que as equipas de resgate vão acedendo às áreas afetadas próximas das encostas do monte Elgon", disse a porta-voz da Cruz Vermelha do Uganda, Irene Nakasiita. As chuvas levaram também ao transbordamento do rio Manafwa, o que causou mais inundações.

 

A catástrofe aconteceu a poucos quilômetros da aldeia de Nametsi, onde, em 2010, um outro deslizamento de terras matou mais de 150 pessoas e deslocou 10 mil, tendo ainda destruído mais de 30 quintas.

 

Explicação

 

A recente onda de deslizamentos de terra é atribuída a vários fatores, entre os quais as alterações climáticas - como o fenómeno El Niño -, a desflorestação, a alta erosão dos solos ou a topografia escarpada da zona.

 

Os especialistas acreditam que as atividades humanas, como a má exploração ou um cultivo excessivo em encostas íngremes, também acelerou a repetição destes fenômenos. 

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