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Cachorros resgatados por ativistas em São Roque eram usados para testes de cosméticos

Cachorros resgatados por ativistas em São Roque eram usados para testes de cosméticos

DA REDAÇÃO

18 de Outubro de 2013 às 10:26

Cachorros resgatados por ativistas em São Roque eram usados para testes de cosméticos

FOTO: (Divulgação)

Cerca de 150 manifestantes invadiram na noite desta quinta-feira (17), a unidade do Instituto Royal de São Roque, localizado no km 56 da rodovia Raposo Tavares, no interior de São Paulo. Ativistas protestavam contra possíveis atividades de crueldade com animais em testes de produtos farmacêuticos realizados pela empresa.

No momento da invasão, havia quatro vigilantes no instituto, que não conseguiram impedir a entrada dos manifestantes.

De acordo com a polícia civil, algumas denúncias já haviam sido registradas na Delegacia de São Roque contra o Instituto Royal. Nas ocasiões, equipes do Centro de Zoonoses e da Vigilância Sanitária estiveram no local e não constataram irregularidades.

No entanto, de acordo com os ativistas, os animais sofriam maus tratos no laboratório e muitos nem chegavam a completar um ano de vida. Segundo o grupo, muitos cachorros foram encontrados mutilados e congelados em nitrogênio.

Rafael Esteves, publicitário, acompanhou a ação dos manifestantes e transmitiu em tempo real o resgate dos animais. Segundo ele, além dos cachorros, cerca de 20 coelhos foram encontrados no local. Os animais estavam sem parte do pelo. O grupo também localizou camundongos, mas a polícia não permitiu a retirada deles do local. Esteves relatou, ainda, que os animais eram mantidos em salas sujas de fezes e sem alimentação.

No Brasil, há uma lei publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de outubro de 2008, intitulada como Lei Arouca, que regulamenta o uso de animais em experimentos científicos. As empresas devem ser cadastradas no Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), e seguir uma série de condições estipuladas pelo conselho.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado como furto qualificado na Delegacia de São Roque. De acordo com a polícia, muitos animais foram furtados, mas ainda não foi contabilizado o número exato. Os ativistas calculam que mais de 200 animais foram levados do instituto. Ainda de acordo com o boletim, os manifestantes também quebraram janelas, cercas e vidros. Ainda não há informações sobre o local preciso para onde os animais foram alojados. A polícia acredita que eles foram levados para casas de ativistas e ONGs.

A Polícia Militar acompanhou a invasão dos manifestantes, mas não houve o registro de confrontos. O protesto dos ativistas contou com o apoio do Black Bloc SP e do Anonymous Brasil nas redes sociais. O site do laboratório sofreu um ataque de hackers e saiu do ar na madrugada. O Anonymous Brasil assumiu a autoria pelo ataque.

Um grupo de ativistas está usando as redes sociais para convocar a população para um protesto contra o instituto na manhã de sábado (19), às 10h, em frente a sede da empresa, localizada no km 56 da rodovia Raposo Tavares, em São Roque. Procurado, o instituto Royal ainda não atendeu aos contatos da reportagem.

 

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